A situação na Feira do Porto da Ceasa, em Manaus, tem preocupado feirantes e frequentadores, principalmente por conta da desorganização no estacionamento do local. Segundo trabalhadores, o problema vem afastando clientes, reduzindo o movimento e gerando prejuízos para quem depende da feira como principal fonte de renda.
Uma feirante, visivelmente indignada, resumiu o sentimento de muitos colegas ao afirmar: “Desse jeito a gente vai acabar falindo. O cliente não consegue nem parar o carro para comprar”. De acordo com ela, a dificuldade de acesso tem feito consumidores desistirem das compras antes mesmo de entrar na feira.
Outro trabalhador reforçou a reclamação e destacou a queda nas vendas: “Antes o movimento era grande, hoje muita gente vai embora porque não tem onde estacionar. Isso pesa no nosso bolso”, disse. Segundo ele, o problema se agrava nos dias de maior movimento, quando o fluxo de veículos e caminhões se torna ainda mais confuso.
Frequentadores também reclamam da falta de organização. Um cliente afirmou que a situação desestimula novas visitas: “A feira é boa, mas ninguém aguenta esse transtorno. Falta controle e sinalização”.
Para os feirantes, a ausência de medidas efetivas compromete não apenas o comércio, mas também a função social da feira, que é referência no abastecimento de alimentos e produtos regionais. “A Feira do Porto da Ceasa sustenta muitas famílias. A gente só quer trabalhar com dignidade”, concluiu uma comerciante.
Os trabalhadores cobram providências urgentes para a organização do estacionamento e do acesso ao local, a fim de garantir melhores condições para clientes e feirantes e evitar que os prejuízos continuem se acumulando.