MANAUS (AM) – Comentários feitos por participantes do Big Brother Brasil 26 nas primeiras horas do reality geraram forte repercussão e indignação nas redes sociais ao associarem, de forma estereotipada, moradores da Região Norte a “índios”, termo considerado ofensivo quando utilizado fora do contexto adequado.
A primeira situação ocorreu logo após a entrada de Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do Boi Caprichoso, na casa mais vigiada do país, na noite desta segunda-feira (13). Ao ser cumprimentada pela mineira Milena Moreira com um “tudo bem, amor”, a participante respondeu afirmando que Marciele “parece índia”. A cunhã reagiu imediatamente e corrigiu a fala: “Eu sou indígena do povo Munduruku”.
Mais tarde, outro comentário semelhante voltou a causar polêmica. Durante uma conversa com Lívia Christina, rainha do folclore do Boi Garantido e integrante do “Quarto Branco”, o participante Ricardo Chahini questionou o nome da sister e, em seguida, afirmou: “Lá no Amazonas, o pessoal parece índio, né? A maioria, né?”. A declaração foi prontamente corrigida por Lívia, que respondeu de forma enfática: “Indígena!”.
As falas repercutiram negativamente entre internautas, que apontaram preconceito e falta de conhecimento sobre a diversidade cultural e étnica da Região Norte. Muitos elogiaram as respostas rápidas e firmes das participantes nortistas. “Menos de 48 horas de reality e já vimos a importância da representatividade do Norte para combater esse tipo de ignorância”, comentou um usuário nas redes sociais.
Até o momento, a produção do programa não se manifestou oficialmente sobre os episódios. O caso reacendeu o debate sobre respeito, identidade indígena e a necessidade de maior conscientização dentro de espaços de grande visibilidade, como o Big Brother Brasil.