O governo da Suíça determinou o congelamento de todos os bens mantidos no país que estejam ligados ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a pessoas de seu entorno. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5) pelo Conselho Federal suíço, após a prisão do líder venezuelano por forças americanas em Caracas e sua transferência para os Estados Unidos.
Segundo o comunicado oficial, a medida tem efeito imediato e validade de quatro anos. O objetivo é impedir a retirada de ativos considerados potencialmente ilícitos do sistema financeiro suíço. O congelamento se soma a sanções já adotadas contra a Venezuela desde 2018.
O Conselho Federal informou que acompanha de perto os desdobramentos da situação política na Venezuela, classificada como instável, e afirmou que diferentes cenários podem ocorrer nos próximos dias ou semanas. O governo suíço também defendeu a redução de tensões e manifestou disposição para colaborar com iniciativas voltadas a uma solução pacífica.
De acordo com as autoridades, a decisão tem caráter preventivo e se aplica a Maduro e a seus associados por serem considerados pessoas politicamente expostas no exterior. A medida busca assegurar que eventuais bens obtidos de forma irregular não sejam transferidos para fora do país neste momento.
O governo suíço não divulgou valores nem detalhou quais ativos estão abrangidos pelo congelamento. Também não houve confirmação oficial sobre a existência de bens diretamente vinculados a Nicolás Maduro ou a seus aliados em território suíço.
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