Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma acusação formal contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e integrantes do alto escalão do regime por narcotráfico internacional e lavagem de dinheiro. Segundo os promotores norte-americanos, o governo venezuelano teria atuado, desde 1999, em parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para enviar toneladas de cocaína ao território dos Estados Unidos.
A investigação é apontada como o estopim das tensões diplomáticas que culminaram, neste sábado (3), em ataques coordenados em diferentes pontos de Caracas e na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas.
Na época da denúncia, os Estados Unidos ofereceram US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro e US$ 10 milhões por Diosdado Cabello. Em 2025, o valor da recompensa por Maduro foi elevado para US$ 50 milhões, ampliando a pressão internacional contra o regime venezuelano.
Neste sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que Maduro e Cilia Flores foram formalmente acusados no Distrito Sul de Nova York. Entre os crimes estão narcoterrorismo, conspiração para tráfico internacional de cocaína, posse de armas de uso restrito e dispositivos destrutivos.
De acordo com o Departamento de Justiça, ambos devem agora enfrentar o sistema judicial norte-americano. O caso é considerado um dos episódios mais graves da crise internacional envolvendo a Venezuela e tem repercussões políticas e diplomáticas em toda a América Latina.

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