Moradores do Conjunto Canaranas, localizado no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, vivem dias de angústia e revolta diante do que classificam como abandono do poder público. A situação se agravou nos últimos dias após a queda de um poste e o avanço de deslizamentos que já provocaram o desabamento de casas e obrigaram famílias a deixarem seus lares.
Segundo os moradores, o problema é antigo e vem sendo denunciado desde 2023. Apesar de vistorias, promessas e visitas técnicas, nenhuma solução definitiva foi apresentada até o momento. Com a chegada do período chuvoso, o risco aumentou, e novas residências podem ser atingidas.
“Desde 2023 a gente vem alertando. Só promessas. Está aí, eu já perdi minha casa. Se ninguém vier aqui, isso vai ficar muito pior”, desabafou um morador durante a entrevista.
As famílias afirmam que recebem auxílio financeiro, no valor aproximado de R$ 600, mas relatam que o valor é insuficiente para custear aluguel, especialmente diante da atual realidade imobiliária da capital. “Esse auxílio não compensa. Não paga nem um quarto. A nossa casa vale muito mais que isso, é a nossa vida”, relatou a moradora Glenda.
Além dos prejuízos materiais, os moradores destacam o impacto emocional. Segundo eles, o Natal foi marcado pela tristeza e pela incerteza. “Não houve Natal. A gente queria estar em casa com a família, mas estamos vivendo uma humilhação”, afirmou.
A comunidade cobra a presença do prefeito de Manaus e do secretário municipal de Obras no local, além de respostas concretas sobre indenizações e o início das obras de contenção. “Não adianta mandar gente que não decide nada. Queremos quem tenha poder de resolver”, reforçou outro morador.
Enquanto isso, a Defesa Civil realiza visitas pontuais, mas, de acordo com os moradores, sem apresentar soluções efetivas. O temor é que, com as chuvas, o cenário piore e mais famílias fiquem desabrigadas.
O Site Imediato esteve no local para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. A equipe informou que seguirá cobrando providências das autoridades e dando visibilidade ao problema, até que uma solução seja apresentada para as famílias afetadas no Conjunto Canaranas.