“Prefeito, sumiram e não deram mais resposta”: Ameaçados por desabamentos contínuos, residentes afirmam que a área mais votou na atual gestão, mas foi totalmente negligenciada após as promessas.
MANAUS – O bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus, vive sob um risco iminente de tragédia devido aos deslizamentos causados pelas chuvas, e a população denuncia o total abandono por parte do poder público. Em um desabafo emocionado, uma moradora da Rua Gabão (Beco Gabão) alertou para o perigo de um colapso em cadeia que pode atingir várias ruas e a principal Avenida Rio Negro.
O problema se concentra na área do Beco Gabão e Rua Fabrocena, onde as casas continuam caindo devido à instabilidade do solo.
“Se essa casa cair junto aqui dessa amarela, ela chega até a principal da Rio Negro também. Então está um perigo para todos. Não é só nós moradores que moramos no Beco, mas sim da Fabrocena, Vitória e Arreja, e a principal da Rio Negro.” — Moradora do Mauazinho
Promessas Não Cumpridas e Ajuda Ausente
O relato da moradora foca na falência das ações sociais e de engenharia. Ela afirma que, após a queda das primeiras casas, algumas pessoas receberam o auxílio aluguel, mas a maioria ficou sem suporte:
- Auxílio Suspenso: Famílias que aguardam auxílio aluguel ou a prometida casa/apartamento não receberam nada até o momento.
- Falta de Suporte: Nenhuma equipe visitou as casas, nem houve suporte psicológico para as vítimas.
- Descasso Oficial: “Ninguém aqui, desde o começo que a gente faz reportagem, ninguém recebeu auxílio fora as pessoas que saíram… isso tudo é mentira, gente.”
Crítica Direta ao Prefeito
A moradora transformou o desabafo em um duro alerta político, questionando o desaparecimento dos gestores após as enchentes. Ela fez uma crítica direta ao prefeito Davi Almeida (Avante), afirmando que o Mauazinho foi abandonado mesmo tendo sido uma base eleitoral importante para a atual gestão.
“O bairro Mauazinho foi o que mais votou no prefeito Davi Almeira e hoje em dia ele abandonou, abandonou totalmente o Mauazinho. Tá aí, não é só aqui não, tem vários lugares no Mauazinho que tá desse jeito, mas poucas pessoas têm coragem de chamar reportagem e falar.”
Com a proximidade das eleições, o apelo é para que os moradores usem o voto como ferramenta de cobrança contra a omissão do poder público.