BOA VISTA | Comerciantes, feirantes e moradores que atuam diariamente na Avenida Ataíde Teive, uma das vias mais movimentadas de Boa Vista, relataram uma série de episódios de violência e intimidação envolvendo um homem em situação de rua, identificado como Antônio Igor. Segundo as denúncias, o suspeito é usuário de entorpecentes e há meses tem causado transtornos na região.
De acordo com os trabalhadores, o homem costuma permanecer próximo ao cruzamento da Ataíde Teive com a Avenida Nazaré Filgueiras, onde circula diariamente. Relatos indicam que Antônio se esconde em um buraco de esgoto aberto localizado às margens da via. O local, tomado por lixo, restos de marmitas e embalagens possivelmente utilizadas para consumo de drogas, serve como abrigo improvisado e ponto de uso de entorpecentes.
Entre os episódios mais graves está o ataque a uma atendente de uma lanchonete na esquina das duas avenidas. A mulher teria sido surpreendida durante o expediente e mordida pelo suspeito. Segundo testemunhas, ela tentou escapar, mas acabou sendo ferida antes de conseguir ajuda.
Feirantes do Mercado Municipal Francisco Ferreira Lima, que funciona do outro lado da avenida, afirmam que Antônio já tentou invadir o espaço para furtar mercadorias durante a madrugada. Em outras ocasiões, ele teria ameaçado vendedores e clientes. Os trabalhadores relatam que o homem já foi detido pela Polícia Militar pelo menos duas vezes, porém foi liberado posteriormente, supostamente por apresentar sinais de transtornos mentais.
Além das agressões físicas, os comerciantes relatam que o suspeito frequentemente aborda pessoas de maneira agressiva, persegue trabalhadores e usuários da avenida e permanece nas áreas escuras da via durante a noite. O comportamento tem causado insegurança, especialmente entre profissionais que atuam na feira e nos estabelecimentos da região.
A Avenida Ataíde Teive é uma das principais rotas de circulação da capital, e o fluxo intenso de veículos e pedestres contrasta com o clima de medo entre quem precisa trabalhar no local. Diante dos incidentes, moradores e comerciantes pedem uma ação urgente das autoridades para garantir a segurança pública e, ao mesmo tempo, assegurar que o homem seja encaminhado para cuidados médicos e sociais adequados.
Enquanto isso, os trabalhadores seguem apreensivos, temendo novos ataques ou confrontos, e reforçam a necessidade de medidas permanentes para evitar que situações semelhantes continuem ocorrendo na região.