Endometriose pode levar até dez anos para ser diagnosticada; especialistas alertam para importância de atenção aos sintomas

Doença afeta milhões de mulheres no mundo e pode demorar até 10 anos para ser diagnosticada, alertam especialistas.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A endometriose é uma doença ginecológica crônica que afeta cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que mais de sete milhões convivam com a condição, que pode demorar de sete a dez anos para ser diagnosticada devido à variedade de sintomas e à semelhança com outras doenças.

A médica ginecologista e obstetra Aline Frota explica que a endometriose ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que recobre o útero, passa a crescer em outras regiões do corpo, como ovários, trompas, bexiga e intestino. A condição pode provocar cólicas intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, desconfortos intestinais e urinários no período menstrual e, em alguns casos, dificuldade para engravidar.

“O Ministério da Saúde estima que uma a cada dez mulheres sofra com a endometriose. Por se manifestar de maneiras diferentes, muitas vezes os sintomas são confundidos com outras questões ginecológicas. Essa confusão pode atrasar o diagnóstico e comprometer o bem-estar da paciente”, afirma a médica.

Aline destaca que o sofrimento intenso durante o ciclo menstrual não deve ser considerado normal. “A menstruação faz parte do ciclo reprodutivo e não deve causar dor incapacitante. Quando a mulher sente desconfortos constantes, o corpo está sinalizando que algo não está bem. Procurar acompanhamento especializado é essencial”, afirma.

Complicações e tratamento

Quando não tratada, a endometriose pode causar complicações como infertilidade e danos a outros órgãos. A especialista explica que a demora na investigação é um dos principais fatores para o agravamento da condição. “Algumas pacientes passam por atendimentos em que não há solicitação dos exames adequados ou não recebem o tratamento assertivo. Isso contribui para que a doença avance e comprometa funções importantes do organismo”, diz.

O tratamento pode envolver medicamentos, suplementação, fisioterapia pélvica, acompanhamento psicológico, alimentação anti-inflamatória e exercícios físicos. Em casos avançados, a cirurgia pode ser indicada.

Segundo Aline, o diagnóstico precoce pode fazer diferença significativa na qualidade de vida. “A endometriose não tem cura, mas tem tratamentos eficazes. Identificar a doença cedo permite controlar os sintomas e preservar a saúde física e emocional. Cuidar da saúde ginecológica é um ato de prevenção e autocuidado”, conclui.

A médica compartilha conteúdos informativos sobre o tema nas redes sociais, no perfil @dra.aline_frota, onde orienta mulheres a buscar atendimento especializado e observar sinais que não devem ser ignorados.

Fotos: Divulgação

Carregar Comentários