Iranduba (AM) – Moradores do bairro Alto, em Iranduba, enfrentam diariamente um problema antigo e sem solução: o alagamento da Rua Valpês, principalmente em frente à escola Ana Barbosa. Nesta quinta-feira (7), o Imediato esteve no local para registrar a situação e conversar com a comunidade sobre os impactos na vida das famílias.
Segundo relatos, durante o período de chuva, a rua se transforma em uma verdadeira armadilha para os pedestres. A água acumula em buracos e depressões, formando “piscinas naturais”, dificultando o acesso à escola e aumentando o risco de acidentes. “Quando chove, a situação fica crítica. As crianças correm risco de escorregar, bater a cabeça ou até contrair doenças. Já foi prometido um asfalto novo, mas nada foi feito até agora”, disse André, líder comunitário e presidente das comunidades do quilômetro 6.

Além do alagamento, moradores relatam outros problemas estruturais, como buracos e falta de manutenção, que agravam ainda mais a situação. Para tentar amenizar os transtornos, alguns vizinhos improvisam com cascalho, tijolos e pedras, mas sem efeito duradouro.
A proximidade da escola agrava a preocupação. Todos os dias, alunos precisam atravessar a rua em meio à lama e água acumulada. Segundo André, essa situação gera risco real de acidentes e doenças, prejudicando o direito básico à educação em um ambiente seguro.
“Nós estamos tentando chamar atenção do poder público, mas muitas vezes não há resposta. São problemas pequenos que poderiam ser resolvidos com obras simples, mas continuam sendo negligenciados”, acrescentou o líder comunitário.

A equipe do Site Imediato ainda tentou contato com a prefeitura de Iranduba para obter esclarecimentos sobre a situação e possíveis intervenções. Segundo informações, o prefeito estava visitando outras obras no município e não pôde receber a reportagem no momento.
O caso da Rua Valpês reflete um cenário mais amplo de abandono em algumas áreas do município. Enquanto a população busca soluções e tenta minimizar os impactos, a falta de ações efetivas gera transtornos constantes e coloca em risco a segurança de crianças e adultos.
A comunidade reforça que seguirá cobrando melhorias, utilizando inclusive as redes sociais como forma de chamar atenção para os problemas que enfrentam diariamente.
Fotos: Johnnata Reis / Imediato