Uma manifestação foi realizada na tarde deste domingo (26) na Vila do Ubim, município de Manacapuru (AM), onde familiares e moradores cobraram a liberação dos corpos de Nicolas, menor de idade, e do avô dele, Claudeci Pereira da Silva, que morreram carbonizados há sete dias durante um incêndio apontado pelos parentes como criminoso.
Segundo a família, o Instituto Médico Legal (IML) ainda não liberou os corpos devido à necessidade de exames mais detalhados, como o de DNA. A demora revoltou os parentes, que alegam sofrimento prolongado.
A mãe do adolescente, Ane Caroline da Silva e Silva, 29 anos, desabafou:
“Já estamos há sete dias esperando a liberação dos corpos. No IML só dão resposta negativa. Só queremos dar um enterro digno.”
O pai da vítima, Manoel Arnaldo, 31, relatou que no dia da tragédia todos dormiam quando acordaram com a casa em chamas. Ele afirma que o filho tentou salvar o avô:

“Meu filho ia pular a janela, mas voltou para tentar salvar o avô. Os dois morreram juntos.”
A avó materna, Odineia Negrão Barbosa, 55 anos, relatou que a família já não suporta mais a situação:
“Eles moravam aqui, trabalhavam nessa borracharia com dignidade. Agora a gente pede ao governador, ao IML, a quem puder ajudar: liberem os corpos. Não é cachorro. Eles merecem respeito.”
No ato, os moradores também pediram investigação rápida, afirmando que há indícios de que o incêndio tenha sido provocado.