O vereador Thiago Tezzari foi afastado do cargo na Câmara Municipal de Porto Velho, nesta sexta-feira (10), por suspeita de envolvimento em um esquema de rachadinha e funcionários fantasmas. Além dele, cinco assessores parlamentares também estão sendo investigados pelos mesmos crimes.
A ação faz parte de uma operação deflagrada nas primeiras horas da manhã para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e seis de afastamento cautelar da função pública. Os investigados também estão proibidos de acessar as dependências da Câmara Municipal.
O Legislativo municipal confirmou o afastamento do parlamentar. Os nomes dos demais servidores investigados não foram divulgados até o momento.
Durante uma coletiva de imprensa, Thiago Tezzari compareceu e negou as acusações. O vereador afirmou ser inocente, disse que aguarda o andamento das investigações e que confia na Justiça.
Entenda o caso
O esquema de rachadinha consiste em obrigar servidores comissionados, como assessores parlamentares, a devolver parte do salário recebido ao político que os contratou. Essa prática é ilegal e caracteriza desvio de dinheiro público.
De acordo com as investigações, o grupo teria montado um esquema em que parte dos salários dos assessores era desviada. Alguns deles não exerciam nenhuma função real, sendo considerados funcionários fantasmas. O dinheiro repassado era supostamente lavado para ocultar sua origem ilícita.
A operação segue em andamento, e o caso continua sob investigação das autoridades competentes.
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