PF investiga ex-prefeito de Bonfim por suspeita de usar empresária como ‘laranja’ em contratos milionários

Polícia Federal investiga ex-prefeito de Bonfim por suspeita de usar empresária como 'laranja' em contratos milionários com a prefeitura.
Redação Imediato Online
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Boa Vista (RR) – O nome do ex-prefeito de Bonfim e atual presidente da Associação dos Municípios de Roraima (AMR), Joner Chagas (Republicanos), voltou ao centro das atenções após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma ação que aponta indícios de um esquema milionário envolvendo a Prefeitura.

A empresária Mariângela Moletta, sócia da Construtora Prosolo Ltda., foi presa em flagrante ao lado do marido e da filha com R$ 510 mil em espécie dentro de uma mochila, em Boa Vista. A construtora mantém contratos que ultrapassam R$ 50 milhões com o município.

A operação teve início a partir de uma denúncia anônima que alertou a PF sobre um saque de alto valor no Banco do Brasil. Policiais monitoraram a movimentação e abordaram o trio, que afirmou que o dinheiro seria usado para pagar funcionários e aluguéis de máquinas. A justificativa, no entanto, não foi confirmada com documentos ou nomes de fornecedores.

Na sede da PF, os suspeitos permaneceram em silêncio por orientação da defesa.

Segundo os investigadores, há sinais de que a Prosolo seja uma empresa de fachada. O imóvel onde deveria funcionar a sede, no bairro Liberdade, em Boa Vista, apresentava sinais de abandono: mato alto, cerca elétrica danificada e energia cortada.

Foto: Reprodução

Mensagens de celular reforçam a suspeita de que Mariângela seria utilizada como ‘laranja’ de Joner Chagas. Nas conversas, o ex-prefeito dava ordens diretas sobre pagamentos, transferências e até a forma de executar contratos. A PF afirma que Chagas chegou a sugerir a manipulação de medições de estradas vicinais para simular serviços e liberar valores indevidos.

Outro ponto levantado pelo inquérito é a tentativa de ampliar irregularmente uma ata de registro de preços para beneficiar a empresa em contratos futuros.

Diante das evidências, a Polícia Federal solicitou à Justiça o bloqueio de um empenho de R$ 5 milhões referente a um contrato de manutenção de estradas firmado em 2024, último ano de gestão de Joner Chagas, além da suspensão das atividades da Prosolo.

O ex-prefeito é investigado por lavagem de dinheiro, associação criminosa, corrupção ativa e fraude em licitação.

Em nota, Joner Chagas negou envolvimento em irregularidades. Ele afirmou estar “tranquilo” e garantiu confiar na Justiça para provar sua inocência.

A Prefeitura de Bonfim também se pronunciou, destacando que todos os contratos foram firmados dentro da legalidade e reafirmando compromisso com a transparência e o uso correto dos recursos públicos.

A defesa da empresária Mariângela Moletta ainda não se manifestou.

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