Manaus (AM) – No bairro Petrópolis, Dona Cláudia Nascimento de Paula, mãe de Caleb, um menino de 11 anos diagnosticado com paralisia cerebral, enfrenta uma rotina exaustiva de cuidados diários sem o equipamento essencial para a mobilidade do filho. Acamado e dependente total de sua mãe para tarefas básicas como banho e higiene, Caleb permanece preso a uma cama improvisada, enquanto Cláudia luta para arrecadar R$ 6.600 para uma cadeira de rodas adaptada. Essa necessidade urgente persiste apesar de apelos anteriores divulgados pelo Site Imediato.
“Peço ajuda, meu filho precisa dessa cadeira urgente”, declara Cláudia, com a voz embargada pela exaustão. Aos 11 anos, Caleb não consegue se mover sozinho, e o peso do menino agrava os problemas de saúde da mãe: hérnia umbilical, ansiedade crônica e dores na coluna. “Um doente cuidando de outro doente. Eu não tenho mais como carregar ele”, confessa ela, descrevendo a impossibilidade de transportá-lo até o banheiro, cuja porta estreita impede o acesso direto. Para realizar o banho, Cláudia é forçada a improvisar no pátio externo, sem suporte adequado.A paralisia cerebral, uma condição permanente causada por lesões no cérebro imaturo, afeta o movimento e a postura, frequentemente levando a complicações como contraturas e deformidades se não houver intervenções precoces, como cadeiras adaptadas que melhoram a qualidade de vida em domínios como bem-estar emocional e funcionalidade. No Brasil, casos semelhantes têm sido resolvidos via Defensoria Pública, com decisões judiciais garantindo suprimentos como cadeiras de rodas e fraldas para crianças com a condição. Em Manaus, no entanto, Cláudia permanece na luta individual, dedicando 100% de sua vida aos cuidados com o filho, sem rede de apoio formal.A transmissão ao vivo do Site Imediato, realizada no local, expôs a realidade crua: Caleb deitado, imóvel, enquanto a mãe narra a dedicação integral à rotina diária – alimentação, higiene e atenção constante. Especialistas destacam que equipamentos adaptados não só facilitam a locomoção, mas previnem agravamentos secundários, permitindo maior participação social e redução de impactos na saúde familiar.
Para contribuir, envie PIX para o chave 92 99205-9401, em nome de Cláudia Nascimento de Paula.
IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros