Greve dos Rodoviários paralisa coletivos em Manaus pela segunda vez e causa caos na mobilidade urbana

Greve de rodoviários paralisa transporte público em Manaus pela segunda vez, impactando a mobilidade urbana.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – O sistema de transporte público de Manaus paralisou nesta sexta-feira (12), pela segunda vez consecutiva, em meio a uma greve dos rodoviários que reivindicam o pagamento imediato dos salários de agosto, atrasados desde o quinto dia útil do mês, na última segunda-feira (8). A interrupção deixou milhares de trabalhadores e estudantes sem opções de deslocamento, forçando o uso de aplicativos de transporte com tarifas exorbitantes e agravando o trânsito caótico nas principais vias da capital amazonense.

A paralisação, deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), começou de forma parcial na tarde de quinta-feira (11), afetando inicialmente linhas na zona oeste da cidade, mas evoluiu para uma adesão total da frota após a falta de resposta das autoridades. Ônibus foram recolhidos para as garagens, lotando terminais e pontos de ônibus, como os da avenida Brasil e do centro de Manaus. “A categoria está resolvendo cruzar os braços de uma vez por todas enquanto não tiver respostas sobre o pagamento. O Sinetram, o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus não respeitam a categoria”, declarou o vice-presidente do STTRM, Josenildo Mossoró.

O impasse envolve o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que alega falta de repasses do governo estadual e municipal para cobrir os salários. O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, confirmou a extensão da greve , destacando que os motoristas e cobradores estão sem perspectiva de pagamento, o que compromete sua subsistência. A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), afirmou que todos os pagamentos de sua responsabilidade estão quitados até setembro, enquanto o Governo do Amazonas recorreu à Justiça para liberar recursos, alegando recusa inicial do Sinetram em recebê-los sem autorização municipal.

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