Polícia Civil de Roraima integra operação nacional que desarticulou esquema bilionário de estelionato

Polícia Civil de Roraima integra operação nacional que desarticulou esquema bilionário de estelionato envolvendo criptomoedas.
Redação Imediato Online
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Boa Vista (RR) – A Polícia Civil de Roraima (PCRR) participou, na manhã desta quarta-feira (3), da Operação EBDOX, coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em uma ação conjunta com as polícias civis de Bahia, Paraná, Mato Grosso e São Paulo. A operação desmantelou uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 1 bilhão em 2024, por meio de estelionatos virtuais na modalidade de falsos investimentos, com foco em criptomoedas.

A operação, deflagrada simultaneamente em Boa Vista (RR), São Paulo (SP), Guarujá (SP), Curitiba (PR), Dourados (MT) e Entre Rios (BA), resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão, três prisões temporárias e sequestro de bens e valores. Em Roraima, a PCRR executou cinco mandados de busca e apreensão na capital, com a atuação de três delegados – Wesley Costa de Oliveira, Carla Gabriela Paullain e Pedro Ivo – e o apoio de quatro policiais do Distrito Federal.

As investigações, iniciadas em abril de 2024 após denúncias de vítimas no Distrito Federal com prejuízos milionários, revelaram um esquema sofisticado liderado por cidadãos chineses radicados em São Paulo. Os golpistas criavam grupos de WhatsApp administrados por um falso economista, que se apresentava como doutor pela USP, para conquistar a confiança das vítimas. Eles eram induzidos a investir na plataforma EBDOX, que simulava altos lucros. Ao tentar sacar os valores, as vítimas eram informadas de um suposto bloqueio pela Polícia Federal e pressionadas a pagar uma caução de 5%, sem nunca receberem o dinheiro. A plataforma, posteriormente, saía do ar.

Segundo a PCDF, os brasileiros cooptados pela quadrilha gerenciavam os grupos e monitoravam as vítimas, recebendo pagamentos em criptomoedas e seguindo instruções traduzidas para o mandarim. O dinheiro ilícito era lavado por meio de criptoativos, créditos de carbono e até exportação de alimentos de Boa Vista para a Venezuela. Uma vítima em Taguatinga (DF) relatou prejuízo superior a R$ 220 mil, e mais de 400 queixas foram registradas em um site de reclamações.

O delegado Wesley Costa de Oliveira, da DRACO (Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas) da PCRR, destacou a importância da ação integrada: “Essa operação demonstra a força da união entre as polícias civis do país. Em Roraima, nossas equipes atuaram com precisão para desarticular esse esquema transnacional, que usava fraudes digitais para enganar vítimas em todo o Brasil.”

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