Neta denuncia situação de violência, abandono e uso de entorpecentes envolvendo crianças e pede ação das autoridades
Um casal de idosos foi obrigado a deixar a própria casa, onde vivia há mais de 40 anos, após ser vítima de violência, intimidação e abandono por parte de filhos usuários de drogas. O caso ocorreu no Beco São Francisco, no bairro Santo Antônio, zona Oeste de Manaus, e foi denunciado ao Site Imediato pela neta das vítimas, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
De acordo com a denúncia, os filhos, além de consumirem drogas no local, levavam outras pessoas para dentro da residência, submetendo os idosos a constantes ameaças e constrangimentos. Em dias de pagamento da aposentadoria, a avó era pressionada a entregar dinheiro para sustentar o vício.

“Eles chegam bêbados, trazem usuários para dentro de casa, quebram móveis e ainda ameaçam meus avós. Eu mesma levei um vídeo à Delegacia do Idoso, no qual ele dizia que iria matar o meu avô. Foi por isso que ele chegou a ser preso e teve medida protetiva. Mesmo assim, a situação continua”, relatou a neta.
Além da violência contra os idosos, o ambiente também preocupa pelo risco às quatro crianças que vivem no local, com idades entre 6 e 16 anos. Segundo a denúncia, as meninas são expostas a situações de vulnerabilidade, frequentam bares de madrugada e presenciam o consumo de drogas. A adolescente mais velha abandonou os estudos para morar com o namorado, com consentimento da mãe.
O imóvel em questão havia sido cedido pelo casal de idosos a um dos filhos para que construísse sua moradia. Entretanto, em vez de melhorias, o espaço se transformou em um ambiente insalubre, tomado por entulho recolhido nas ruas e usado, segundo relatos, para consumo de entorpecentes.

Diante da gravidade da situação, a neta pede intervenção imediata das autoridades. “Meus avós não têm mais forças para lutar. Eles só querem paz, mas estão sendo expulsos da própria casa. Já procurei a Delegacia do Idoso, mas precisamos de uma solução definitiva para que eles possam voltar a viver com dignidade”, afirmou.
O caso deve ser acompanhado por órgãos de proteção ao idoso e ao menor, uma vez que envolve violência familiar, uso de drogas e risco à integridade de crianças e adolescentes.
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