
Uma menina de apenas 12 anos sofreu ferimentos graves após ser atacada por um pit bull no bairro Passo dos Fortes, em Chapecó (SC), na última terça-feira (20). A criança levou 62 pontos no corpo, com lacerações profundas nos braços, costas e abdômen, e precisou ser internada para tratamento. O incidente reacendeu o debate sobre a criação de cães da raça pit bull em Santa Catarina, onde uma lei estadual proíbe a raça desde 2007, recentemente regulamentada.
Detalhes do Ataque
O cão, que escapou do canil onde vivia, surpreendeu a menina enquanto ela brincava com outras crianças na rua. A tutora do animal, em manifestação nas redes sociais, defendeu que o pit bull “não é agressivo” e que agiu de forma “defensiva” ao se sentir cercado. “Foi um acidente, e reforçamos os cuidados para evitar novas fugas”, afirmou a mulher. Apesar da gravidade, ela minimizou o ocorrido, o que gerou revolta online.
A mãe da vítima tentou intervir para proteger a filha e sofreu ferimentos leves. As imagens do atendimento médico mostram cortes profundos, suturas extensas e roupas ensanguentadas, destacando o trauma físico. A criança segue em recuperação, mas os impactos emocionais, como medo e cicatrizes permanentes, foram destacados por internautas: “Olha o trauma que essa menina vai carregar pro resto da vida… e se ela não se salvasse?”, comentou uma usuária no X.
A Polícia Militar foi acionada e, após vistoria, constatou que o canil estava em situação regular. No entanto, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Chapecó, com possibilidade de enquadramento em lesão corporal ou maus-tratos a animais, dependendo dos laudos periciais.