Um vídeo recente de um empresário, que viralizou nas redes sociais, está gerando intensos debates sobre as diferenças geracionais no mercado de trabalho. Durante uma reunião administrativa, o executivo anunciou uma decisão controversa: priorizar a contratação de profissionais com mais de 30 ou 40 anos, deixando de lado, conscientemente, currículos de candidatos mais jovens. A justificativa? Ele considera a geração atual, composta por pessoas na faixa dos 20 anos, “preguiçosa” e desprovida de iniciativa, o que tem levantado discussões sobre preconceito etário, ética nas contratações e as expectativas do mercado de trabalho.
A Declaração Polêmica
No vídeo, o empresário expressa sua frustração com a postura de jovens profissionais. Segundo ele, a geração atual reclama excessivamente, mas não demonstra esforço para mudar sua realidade. “É a geração do ‘neném’. Nem trabalha, nem estuda, e está tudo bem com isso”, afirmou. Ele relata receber currículos de jovens de 18 ou 19 anos sem qualquer experiência, seja formal ou informal, e critica a falta de comprometimento mesmo após treinamentos e oportunidades oferecidas. “Pede aumento sem entregar resultado, falta porque não está a fim, desiste porque achou cansativo”, completou.O empresário destaca que sua decisão não é motivada por questões salariais, mas por uma diferença de postura. Ele compara a “falta de garra” dos mais jovens com a determinação de profissionais mais experientes, que, segundo ele, valorizam as oportunidades e entendem a importância da responsabilidade no trabalho. “Eu vejo muito mais sede de vencer, mais responsabilidade em gente de 30, 40 anos”, disse.
O Contexto Geracional
A crítica do empresário toca em um tema recorrente: as diferenças entre gerações no ambiente de trabalho. A geração Z (nascidos entre meados dos anos 1990 e 2010) frequentemente é descrita como mais questionadora e preocupada com equilíbrio entre vida pessoal e profissional. No entanto, estudos, como o da consultoria Deloitte (2023), mostram que essa geração também é altamente adaptável e busca propósito no trabalho, embora enfrente barreiras como falta de oportunidades e instabilidade econômica.Por outro lado, profissionais mais velhos, da geração X ou millennials mais maduros, muitas vezes já passaram por crises econômicas e têm maior clareza sobre a importância de construir uma carreira sólida. Isso, segundo o empresário, os torna mais “famintos” por resultados.
O Mercado e as Expectativas
O empresário também alertou sobre a impaciência do mercado com profissionais que não entregam resultados. Ele enfatizou que a mentalidade de “esperar a vida levar” ou contar com a estabilidade de concursos públicos sem esforço pode levar a consequências negativas. “O mundo não espera. Quem não aprender a aproveitar as oportunidades vai ficar parado, só reclamando”, concluiu.A declaração final do vídeo, que convida o público a opinar nos comentários, gerou um intenso engajamento nas redes. Muitos internautas defenderam a visão do empresário, relatando experiências semelhantes com jovens desmotivados. Outros, porém, criticaram a abordagem, apontando que a falta de experiência dos mais jovens é natural e que cabe às empresas investir em formação.