A Effa Motors confirmou, em reunião realizada na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) nesta terça-feira, 12 de agosto de 2025, a manutenção de todos os 126 postos de trabalho e o planejamento para retomar a produção em até 90 dias. Essa decisão vem uma semana após um incêndio de grandes proporções destruir a fábrica da empresa no Polo Industrial de Manaus. O encontro reuniu representantes da montadora, sindicatos, órgãos do trabalho e funcionários, visando soluções conjuntas para preservar empregos e agilizar a recuperação.
Detalhes da Reunião e Apoio aos Trabalhadores
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou o foco em criar um ambiente de diálogo para apoiar a empresa e seus colaboradores. “Felizmente, a única vítima do incêndio já passa bem. Nosso objetivo foi criar um ambiente de diálogo para que a empresa e seus colaboradores recebam o suporte necessário e possam retomar suas atividades o quanto antes”, afirmou Saraiva.
A diretora da Effa Motors, Bruna Antunes, garantiu que nenhum funcionário será demitido e revelou que uma linha provisória de montagem está sendo instalada em um novo galpão para reiniciar a produção rapidamente, enquanto a reconstrução da fábrica definitiva prossegue.
Além disso, a superintendente regional do Ministério do Trabalho, Maria Francinete Correia de Lima, informou sobre a articulação para concessão de bolsa de qualificação aos trabalhadores, permitindo capacitação sem perda salarial durante o afastamento.
Durante o encontro, foram entregues vouchers de cestas de alimentos no valor de R$ 1.000 cada, doados pela Distribuidora Fênnix, beneficiando todos os 126 trabalhadores.
Contexto do Incêndio e Medidas Iniciais
O incêndio, iniciado em 5 de agosto de 2025, durou cerca de 40 horas e destruiu a fábrica da Effa Motors, afetando também a vizinha Valfilm da Amazônia. Mais de 200 bombeiros atuaram no combate, e o fogo foi extinto em 7 de agosto. A causa preliminar aponta para faíscas de solda em materiais combustíveis.
Medidas iniciais incluíram divisão de trabalhadores em grupos para reconstrução e seguro-desemprego temporário, conforme anunciado anteriormente pela Suframa.