No coração da floresta amazônica, o rio Alalaú, conhecido por suas águas escuras e por ser fonte de sustento para comunidades ribeirinhas e indígenas, tornou-se motivo de alerta. Moradores e lideranças indígenas denunciam que a água apresenta mau cheiro, espuma na superfície e aumento no número de peixes mortos.
Integrantes da etnia Waimiri-Atroari afirmam que resíduos tóxicos oriundos de atividades de mineração podem estar contaminando o rio. Relatórios preliminares indicam a presença de mercúrio em níveis preocupantes, o que ameaça a saúde da população local e o equilíbrio ambiental da região.
A empresa responsável pela exploração na área, atualmente controlada pela estatal chinesa CNMC (China Nonferrous Mining Metal Company), é citada como possível causadora da poluição. A área afetada está localizada no município de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.
As comunidades temem perder uma das principais fontes de alimentação e cultura. “O rio sempre foi nossa vida, agora pode ser nossa ameaça”, relatou uma liderança local.
Mais detalhes sobre o caso serão exibidos neste sábado (9), no programa Norte Investigação, que apresentará entrevistas, registros e análises sobre os impactos ambientais e sociais dessa possível contaminação.
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