ÁFRICA DO SUL – Um caso brutal envolvendo um fazendeiro sul-africano está causando indignação internacional. Zachariah Johannes Olivier, de 60 anos, está sendo acusado de assassinar duas mulheres a tiros e, com ajuda de dois funcionários, ocultar os corpos alimentando porcos com os restos mortais das vítimas. O crime teria ocorrido em 2024, e o julgamento foi iniciado nesta segunda-feira (5).
As vítimas foram identificadas como Maria Makgato, de 45 anos, e Lucia Ndlovu, de 34. Segundo informações divulgadas pela BBC, ambas teriam sido mortas enquanto buscavam comida nas proximidades da fazenda de Olivier. Em uma tentativa de esconder os corpos, o fazendeiro contou com o apoio de dois empregados: Adrian Wet, de 19 anos, e William Musora, de 50.
Ainda de acordo com a acusação, os corpos foram jogados no chiqueiro, onde teriam sido consumidos pelos animais. O jovem Wet confessou envolvimento, alegando ter agido sob ordens do patrão. Ele afirmou à Justiça que foi coagido a participar do crime, lançando os corpos no cercado de porcos.
Além das acusações de duplo homicídio, o trio também responde por tentativa de assassinato contra o marido de Lucia, que estava com a esposa no momento do ataque e foi baleado, mas sobreviveu. Outros crimes incluem posse ilegal de arma de fogo, obstrução da justiça e, no caso de Musora, imigração irregular, já que ele estaria no país sem documentação.
O crime reacendeu debates sobre desigualdade racial e tensões no campo. Apesar do fim do apartheid há mais de três décadas, a concentração de terras ainda permanece nas mãos de uma minoria branca, enquanto trabalhadores negros enfrentam condições precárias e marginalização. O caso expôs feridas históricas não resolvidas e acirrou a polarização sobre propriedade rural e violência no país.
O julgamento foi adiado para a próxima semana, e os três acusados permanecem sob custódia judicial. Nenhum deles foi, até o momento, considerado culpado pela Justiça sul-africana.