O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas realizou, na manhã desta segunda-feira (04), uma operação que resultou na denúncia de 11 pessoas envolvidas em uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais. Um dos suspeitos, apontado como líder da quadrilha, foi preso, e foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Manaus.
O processo, que corre em segredo de justiça, teve bens e valores bloqueados, incluindo um sequestro judicial de mais de R$ 10 milhões.Segundo a promotora Priscila Carvalho Pires, do Gaeco, a quadrilha operava transportando drogas para diversos estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pará. A lavagem de dinheiro era realizada por meio de empresas de fachada e terceiros, com o objetivo de transformar os lucros ilícitos em capitais aparentemente legais.
Durante a operação, foram apreendidos bens de luxo, mas detalhes sobre os itens e os setores das empresas envolvidas não foram divulgados devido ao sigilo judicial.O Gaeco destacou que a estrutura financeira da organização era robusta, e as investigações apontam para a participação de empresários que, em tese, colaboravam no esquema de branqueamento de capitais. “O processo está apenas começando. Ninguém deve ser considerado culpado até o julgamento final”, reforçou a promotora, explicando que medidas cautelares, como o sequestro de 18 imóveis e outros bens, foram deferidas para assegurar a investigação.A operação reflete o crescente combate ao crime organizado no Amazonas, que enfrenta desafios com o avanço de facções