PF deflagra 2ª Fase da Operação Falsi Captivi e Prison Fake contra fraudes no auxílio-reclusão em Manaus e Manacapuru

Polícia Federal desmantelou dois esquemas de fraude no auxílio-reclusão em Manaus e Manacapuru, causando prejuízo de R$ 1,5 milhão.
Redação Imediato Online
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (31) a segunda fase da Operação Falsi Captivi e a Operação Prison Fake, com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas especializadas em fraudar o Auxílio-Reclusão, benefício previdenciário, por meio de falsificação de documentos públicos. As ações, realizadas simultaneamente em Manaus e Manacapuru (AM), visam evitar a destruição de provas e a fuga de investigados, após prejuízos estimados em R$ 1,5 milhão.

Detalhes da Operação Falsi Captivi

A segunda fase da Operação Falsi Captivi, iniciada em março de 2024, dá continuidade à investigação que identificou uma associação criminosa em Manaus. O grupo usava documentos falsos para requerer o Auxílio-Reclusão em nome de pessoas que nunca estiveram presas ou adulterava certidões de reclusão para ampliar o período de cárcere, aumentando os valores recebidos. Na primeira fase, em novembro de 2024, mandados foram cumpridos na capital, revelando a participação de um escritório previdenciário que encobria as fraudes. Os investigados falsificavam carteiras de trabalho, contratos de emprego e certidões prisionais, segundo o Núcleo de Inteligência Previdenciária (NUINP).

Operação Prison Fake em Manacapuru

Paralelamente, a Operação Prison Fake foca em outra organização criminosa, com atuação principal em Manacapuru, a 68 km de Manaus. O grupo falsificava documentos para obter o Auxílio-Reclusão em nome de terceiros, alguns cientes da fraude, outros não, usando dados de moradores locais. Há indícios de contato entre os dois grupos, o que levou à execução simultânea das operações para preservar evidências. Mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, como bloqueio de contas, foram expedidos pela Justiça Federal do Amazonas.

Impacto e crimes

As fraudes causaram um prejuízo de cerca de R$ 1,5 milhão, segundo a PF, com potencial para penas de até 21 anos de prisão por crimes como associação criminosa, estelionato previdenciário, falsificação e uso de documentos falsos. Um caso relacionado em Manacapuru envolveu Queila de Souza Duarte, presa em 1º de julho de 2025 por usar identidade falsa para receber benefícios, indicando a extensão do problema na região.

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