Vídeo o vídeo: Cidadão americano e família drusa são fuzilados por extremistas na Síria

Vídeo mostra execução de família drusa, incluindo cidadão americano, por extremistas na Síria; caso ressalta persistência de crimes de guerra no país.
Redação Imediato Online
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Um episódio brutal reacendeu os alertas sobre crimes de guerra e perseguições religiosas na Síria. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a execução sumária de oito membros de uma mesma família da minoria drusa, incluindo o cidadão americano Hosam Saraya. A gravação teria sido feita no interior da Síria e mostra os autores do massacre vestidos com uniformes militares do exército sírio.

De acordo com fontes locais e ativistas de direitos humanos, os assassinos seriam combatentes islamistas, ligados a facções extremistas que operam na região, embora ainda não haja confirmação oficial sobre a identidade ou afiliação dos envolvidos. Durante a gravação, os executores gritam “Allahu Akbar” — expressão religiosa frequentemente usada por grupos jihadistas durante ataques — antes de abrir fogo contra as vítimas enfileiradas.

O vídeo mostra os oito civis sendo mortos a tiros sem qualquer chance de defesa. Entre eles, Hosam Saraya, que possuía cidadania norte-americana. Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

A minoria drusa, que segue uma vertente religiosa distinta dentro do islamismo, tem sido alvo frequente de perseguições tanto por grupos extremistas quanto por forças envolvidas no conflito sírio, que já dura mais de uma década. A tragédia levanta mais uma vez a discussão sobre o papel do governo sírio e dos diversos grupos armados na região em violações sistemáticas dos direitos humanos.

Organizações internacionais de monitoramento de conflitos pedem que o caso seja investigado com urgência por organismos independentes. “A execução de civis, ainda mais com motivação religiosa ou étnica, configura crime de guerra e deve ser tratada com total seriedade”, afirmou em nota a ONG Human Rights Watch.

Ainda não há informações sobre o local exato do massacre nem sobre o paradeiro dos responsáveis.

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