Veja as imagens: Idosos são resgatados de abrigo clandestino em condições degradantes na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Operação interditou abrigo clandestino para idosos em condições precárias na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com vários internos em estado grave.
Redação Imediato Online
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Uma operação realizada pela Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), em conjunto com a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, resultou na interdição de um abrigo clandestino para idosos, localizado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Durante a fiscalização, agentes encontraram 36 idosos vivendo em situação degradante, muitos deles apresentando sinais visíveis de desnutrição, lesões físicas e debilitados ao ponto de precisarem de atendimento hospitalar imediato. O local, conhecido como Lar Maria Lúcia, funcionava de forma irregular, sem alvará de funcionamento e sem profissionais devidamente qualificados para o cuidado com os internos.

Segundo as autoridades, alguns idosos estavam amarrados, impedidos de se locomover, e apresentavam extrema fragilidade física, agravada pela falta de alimentação adequada. O cenário encontrado pelos fiscais e policiais foi descrito como alarmante. Seis idosos em estado mais grave precisaram ser removidos de ambulância e foram encaminhados a hospitais da rede municipal na região.

Entre os casos mais críticos, uma idosa foi encontrada com fratura no fêmur e sem qualquer assistência adequada, enquanto outro paciente estava tão debilitado que sequer conseguia se levantar.

A Vigilância Sanitária confirmou que o imóvel não possuía qualquer tipo de licença para funcionar como Instituição de Longa Permanência para Idosos e operava em condições sanitárias totalmente inadequadas.

A investigação também apurou que os familiares que deixaram os idosos no local poderão ser responsabilizados por abandono e exposição a risco, já que muitos sequer compareciam para visitas periódicas. Apesar do cenário de descaso, as mensalidades cobradas pelo abrigo variavam entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil.

A responsável pelo espaço, Keline Santo, de 38 anos, foi identificada pela polícia e está sendo procurada para prestar esclarecimentos. O caso segue sendo investigado e a polícia não descarta novas responsabilizações.

Foto: Reprodução: Policia Civil

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