Uma mulher de 23 anos foi agredida por um motorista de aplicativo na noite da última quinta-feira (10), em Taguatinga, no Distrito Federal. A vítima, que estava acompanhada da namorada, foi atacada com socos e jogada ao chão após reclamar do forte cheiro de cigarro dentro do veículo. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.
Segundo relato das passageiras, o motorista demonstrou irritação após elas pedirem para reduzir o ar-condicionado e abrir um pouco o vidro, devido ao odor do cigarro. Ele teria dito que o carro era dele e que ninguém poderia mexer nos controles.
Diante da situação desconfortável, o casal decidiu cancelar a corrida e solicitou o encerramento da viagem. O motorista afirmou que ele mesmo faria o cancelamento. No entanto, ao verificar o aplicativo, as passageiras perceberam que a corrida continuava ativa, impedindo que solicitassem outro veículo.
Elas retornaram ao carro para pedir que o condutor encerrasse a corrida corretamente. Nesse momento, segundo o boletim de ocorrência, o homem passou a ofendê-las com termos como “retardada”, “burra” e afirmou que elas “não sabiam ler”.
Quando as jovens decidiram se afastar, o motorista saiu do carro e agrediu violentamente uma delas, de 23 anos, com socos que a derrubaram no chão. O agressor ainda quebrou o celular da vítima durante o ataque. O caso foi registrado na 17ª Delegacia de Polícia Civil do DF como lesão corporal e injúria preconceituosa por gênero.
Posicionamento da Uber
Em nota, a Uber declarou que considera “inaceitável o uso de violência” e afirmou que o motorista foi banido da plataforma. A empresa também informou que disponibilizou seguro e suporte psicológico à vítima, por meio de uma parceria com a organização MeToo. A Uber afirmou ainda estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.