Na manhã desta segunda-feira, 30 de junho de 2025, trabalhadores da construção civil de Manaus iniciaram uma greve geral na Avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul, exigindo reajuste salarial de 10%, aumento da cesta básica para R$ 600 e melhores condições de trabalho, como a equiparação de funções. A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM), liderado por Sassá da Construção Civil, reuniu cerca de 5 mil trabalhadores, paralisando 20 a 30 canteiros de obras na cidade. O protesto causou congestionamento na avenida, com agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) orientando o tráfego. A transmissão ao vivo do site Imediato, conduzida pela repórter Brenda Souza, destacou a indignação dos trabalhadores e o impacto no trânsito, enquanto o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (SINDUSCON-AM) foi cobrado por respostas.
Detalhes da Greve e Reivindicações
A greve, iniciada às 5h desta segunda-feira, reflete a insatisfação dos trabalhadores com as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026. Segundo Sassá da Construção Civil, presidente do Sintracomec-AM, os trabalhadores exigem:
- Reajuste salarial de 10%, contra a proposta patronal de 6% (5% de reposição do INPC + 1% de ganho real).
- Aumento da cesta básica de R$ 200 para R$ 600, equiparando-se aos valores pagos por construtoras em estados como Santa Catarina (R$ 600 a R$ 650).
- Equiparação de funções, já que trabalhadores registrados como ajudantes (salário de R$ 1.500) desempenham funções de pedreiro (que recebem até R$ 2.600 em outros estados).
- Plano de saúde e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), negados pelas construtoras, que alegam crise no setor.
Durante a transmissão do Imediato, Sassá destacou: “É inadmissível que um servente ganhe R$ 1.500 e uma cesta de R$ 200 em Manaus, enquanto as mesmas empresas pagam R$ 2.600 e cestas de R$ 600 fora. Vamos parar por 1, 2, 10 ou 15 dias, até conseguirmos nossos direitos”. O trabalhador Fabrício reforçou: “Um quilo de café custa R$ 12 a R$ 16. Uma cesta de R$ 200 não sustenta uma família. Tudo aumenta, menos nosso salário”.
A manifestação, que reuniu trabalhadores em frente à sede do SINDUSCON-AM na Avenida Djalma Batista, exibiu cartazes com frases como: “A categoria merece salário justo, segurança e respeito” e “Juntos somos mais fortes”. A paralisação foi apoiada por outros sindicatos, como o dos rodoviários, que também protestaram em abril de 2025 por reajuste de 12% e manutenção de cobradores.