Um homem de 67 anos, identificado pelo sobrenome Won, foi indiciado por tentativa de homicídio, incêndio criminoso e violação da Lei de Segurança Ferroviária após atear fogo em um vagão da Linha 5 do metrô de Seul, Coreia do Sul, em 31 de maio de 2025. O incidente, ocorrido em um túnel sob o rio Han, entre as estações Yeouinaru e Mapo, deixou seis pessoas feridas por inalação de fumaça e um tornozelo torcido, mas não houve mortes. Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pelo Ministério Público do Distrito Sul de Seul em 25 de junho, mostram o suspeito despejando gasolina no chão do vagão e incendiando suas próprias roupas, causando pânico entre os 481 passageiros a bordo.
Detalhes do incidente
O ataque ocorreu às 8h42 do dia 31 de maio, quando Won, motivado por insatisfação com o resultado de seu processo de divórcio, despejou gasolina no quarto vagão de um trem em movimento e usou um isqueiro para iniciar o incêndio. A ação rápida de passageiros, que utilizaram extintores de incêndio, e do maquinista, que ativou os freios de emergência, evitou uma tragédia maior. Cerca de 160 passageiros foram identificados na investigação, com 22 internados por inalação de fumaça e 129 atendidos no local. O incêndio causou danos estimados em 330 milhões de wons (aproximadamente US$ 240.000), destruindo parte de um vagão e danificando outros dois devido à fumaça.
Resposta das autoridades
Won foi preso 40 minutos após o início do incêndio, próximo à estação Yeouinaru, inicialmente confundido com uma vítima por quatro policiais de folga que o carregaram em uma maca. A polícia notou fuligem em suas mãos, o que levou à sua confissão durante interrogatório. Uma avaliação psicológica não encontrou sinais de psicopatia, mas confirmou que o suspeito agiu por “raiva do resultado de um processo de divórcio” e sem intenção de suicídio.
O Ministério Público do Distrito Sul de Seul formalizou as acusações em 25 de junho, destacando que “despejar uma grande quantidade de gasolina em um metrô lotado e atear fogo é um ato de assassinato semelhante a terrorismo”. A promotoria enfatizou que a evacuação rápida e os materiais resistentes a fogo do trem evitaram vítimas fatais, uma lição aprendida com o incêndio no metrô de Daegu em 2003, que matou 192 pessoas.
Contexto e lições do passado
O incidente evocou memórias do incêndio de Daegu, quando um ex-motorista de táxi, Kim Dae-han, ateou fogo a um trem com gasolina, resultando na pior tragédia em tempos de paz na Coreia do Sul. Desde então, o país implementou melhorias, como materiais não inflamáveis em vagões, extintores a bordo, portas de emergência manuais e máscaras de gás nas estações. Essas medidas, junto à ação de passageiros e bombeiros, foram cruciais para evitar mortes em Seul.
A Seoul Metro suspendeu temporariamente os serviços entre Yeouido e Aeogae, retomando às 10h06 do mesmo dia. A empresa planeja processar Won por danos e revisar falhas, como a falta de transmissão em tempo real das câmeras de segurança para o centro de controle. O Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte anunciou inspeções no manual de resposta a emergências.