EUA | O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou de forma privada um ataque militar contra alvos iranianos, mas decidiu adiar a ação temporariamente, segundo informações divulgadas pelo The Wall Street Journal. A medida ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Washington e Teerã, agravadas pelo apoio militar norte-americano a Israel e pelo avanço do programa nuclear iraniano.
Durante declarações à imprensa nos arredores da Casa Branca nesta quarta-feira (18), Trump se recusou a confirmar publicamente se os EUA atacariam o Irã, mantendo um tom enigmático. “Ninguém sabe o que vou fazer”, afirmou. Apesar da hesitação, o presidente sugeriu que a decisão pode ser revista nos próximos dias, dependendo da postura iraniana. “A próxima semana será muito importante. Talvez menos”, disse, insinuando que o desfecho pode estar próximo.
Segundo Trump, autoridades iranianas teriam sinalizado interesse em retomar negociações diretas com os Estados Unidos, inclusive sugerindo uma visita à Casa Branca. No entanto, o presidente demonstrou ceticismo: “Eles entraram em contato, mas sinto que é muito tarde para conversar”.
Em tom desafiador, Trump descreveu o Irã como “totalmente indefeso” e “sem qualquer defesa aérea”, reforçando a disparidade de forças entre os dois países. A fala ocorreu em meio ao apoio contínuo dos EUA a Israel, que tem intensificado ataques com mísseis na região desde a semana passada, em resposta a ameaças coordenadas de milícias alinhadas ao regime iraniano.
“Não diria que já vencemos alguma coisa. Eu diria que, com certeza, fizemos muito progresso”, afirmou o presidente, destacando que o conflito permanece imprevisível: “A guerra é muito complexa. Muitas coisas ruins podem acontecer. Muitas reviravoltas são feitas.”
Repercussões e riscos
A possibilidade de uma ofensiva militar direta dos EUA contra o Irã levanta preocupações entre analistas internacionais sobre uma possível escalada regional. Especialistas alertam que um ataque preventivo pode desencadear retaliações por parte de grupos aliados a Teerã, como o Hezbollah no Líbano e milícias pró-iranianas no Iraque e na Síria.
Além dos riscos de conflito armado, há também apreensão quanto a impactos econômicos, especialmente no mercado de petróleo, já afetado pelas incertezas no Golfo Pérsico.