Uma jovem de 19 anos, trabalhadora de uma lanchonete localizada no bairro Cidades Novas, na Zona Norte da cidade, denunciou ter sofrido abuso sexual na madrugada do dia 9 de junho de 2025. Segundo relato da vítima, o crime ocorreu na residência de um colega de trabalho, após o término de seu expediente, que se encerrava à 1h da manhã.

De acordo com a jovem, ela tinha o costume de ir à casa desse colega após o trabalho para conversar. Na noite do incidente, ao chegar ao local, o amigo informou que sairia para comprar algo e deixou a vítima na companhia de seu irmão, que estava na residência. O colega não retornou, e o irmão aproveitou a situação para cometer o abuso sexual.
Após o ocorrido, o suspeito teria se ajoelhado diante da vítima, implorado para que ela não contasse a ninguém sobre o crime e, posteriormente, feito diversas ligações e enviado mensagens pedindo para que ela não o denunciasse, temendo prejuízos à sua vida pessoal e profissional. A vítima preservou os prints das mensagens e registros das chamadas, que foram apresentados como evidências.
A mãe da jovem acompanhou o caso e expressou indignação, afirmando que o suspeito continua solto, trabalhando normalmente e vivendo sem aparentes consequências. A vítima registrou um boletim de ocorrência, e o caso está sob investigação pelas autoridades competentes. A Polícia Civil informou que analisará as evidências, incluindo as mensagens e ligações, para apurar os fatos e determinar as medidas cabíveis.
A jovem e sua família aguardam providências do Sistema de Justiça. O caso reforça a importância de denúncias de violência sexual, que podem ser feitas por qualquer pessoa, conforme previsto na Lei Maria da Penha, que classifica a violência sexual como crime público.
Foto: Tarcísio Heden