Michele Lins Aracaty lança o livro ‘A Amazônia do Futuro e o Futuro da Amazônia’

Lançamento de livro sobre os desafios do desenvolvimento sustentável na região amazônica.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) — A economista e pós-doutora em Desenvolvimento Regional, Michele Lins Aracaty e Silva, lançou na noite desta quinta-feira (5), em Manaus, sua mais nova obra: “A Amazônia do Futuro e o Futuro da Amazônia: Economia Verde é a Nossa Bala de Prata?”. O evento ocorreu no Icbeu Centro e reuniu pesquisadores, estudantes, autoridades locais e membros da sociedade civil interessados nos rumos do desenvolvimento sustentável na região.

Com entrada gratuita, o lançamento atraiu dezenas de participantes que lotaram o auditório para acompanhar a apresentação da autora e o debate que se seguiu. Michele Aracaty compartilhou os principais pontos abordados na obra, que discute o desafio de conciliar crescimento econômico e preservação ambiental em um dos biomas mais estratégicos e vulneráveis do planeta.

O livro é resultado de uma pesquisa de pós-doutorado desenvolvida entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, no Programa de Pós-graduação em Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), como parte de uma iniciativa do Governo do Amazonas para incentivar a participação de mulheres e meninas na ciência.

Durante a cerimônia, Michele destacou que o Amazonas pode se tornar a matriz da economia verde na Região Norte, desde que sejam implementadas políticas públicas eficazes e respeitadas as características únicas do território amazônico. “O livro é um convite à reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que queremos. A Amazônia não é só floresta — é gente, cultura, território e potencial econômico”, afirmou a autora.

Com mais de 200 páginas, a obra convida o leitor a repensar a relação entre progresso e sustentabilidade, apontando caminhos possíveis para um desenvolvimento ambientalmente responsável e socialmente justo. Um dos destaques é a análise crítica sobre o que seria a chamada “bala de prata” — uma solução eficaz e imediata — para alavancar o desenvolvimento econômico na Amazônia sem ampliar a pressão sobre seus ecossistemas.

Michele também discute os obstáculos relacionados à vasta dimensão territorial da região, à carência de infraestrutura, à desigualdade social e à ausência de políticas públicas adequadas. Segundo ela, enxergar a Amazônia como uma potência estratégica no enfrentamento da crise climática global é essencial para garantir sua preservação e seu protagonismo no século XXI.

Fotos: Tarcísio Heden / Imediato

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