A jornalista britânica Charlotte Alice Peet, de 33 anos, desaparecida desde 8 de fevereiro de 2025, foi localizada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) do Rio de Janeiro em um hotel no bairro Jardins, em São Paulo, na segunda-feira (2). Segundo a delegada Ellen Souto, Charlotte está em segurança, mas deixou claro que não deseja contato com sua família nem retornar ao Reino Unido. Sem indícios de crime, o caso foi arquivado, encerrando as buscas que envolveram autoridades do Rio e de São Paulo.
Detalhes do Desaparecimento e Localização
Charlotte fez seu último contato com familiares em 8 de fevereiro, informando que estava em São Paulo. Ela também mencionou a uma amiga brasileira sua intenção de viajar para o Rio de Janeiro, mas não conseguiu acomodação e perdeu contato. Preocupada, a amiga registrou o desaparecimento na DDPA em 17 de fevereiro, após a família em Londres relatar a falta de notícias.
A DDPA empregou técnicas de inteligência, como análise de dados telefônicos e transações financeiras, para rastrear Charlotte. Os registros indicaram que ela retornou a São Paulo, onde realizava compras em lojas e estava hospedada em um hotel nos Jardins. Com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, a polícia confirmou sua localização. Charlotte afirmou estar no local por vontade própria e recusou contato com parentes. “Ela demonstrou claramente que não deseja manter comunicação com a família ou voltar ao seu país”, disse Souto ao site Pleno.News. O caso foi considerado resolvido e arquivado.
Quem é Charlotte Peet
Charlotte Peet é uma jornalista freelancer britânica, conhecida por reportagens sobre temas culturais e sociais em veículos independentes europeus. Ela chegou ao Brasil em janeiro de 2025 para um projeto pessoal, conforme postagens no Instagram, onde compartilhou imagens da Avenida Paulista, do Parque Ibirapuera, e de um café no centro de São Paulo em 7 de fevereiro, sua última atualização pública. Sua família, residente em Londres, ficou alarmada após semanas sem contato, e a amiga brasileira foi crucial ao acionar as autoridades.