Adolescente de 17 anos morre em Itapecerica da Serra após comer bolo de pote com bilhete anônimo

Adolescente morre após consumir bolo de pote entregue com bilhete anônimo em Itapecerica da Serra.
Redação Imediato Online
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Ana Luiza de Oliveira Neves, de 17 anos, faleceu no domingo (1º/06) em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo, após consumir um bolo de pote entregue por um motoboy com um bilhete anônimo. O caso, registrado como morte suspeita pela Delegacia de Itapecerica da Serra, é investigado para esclarecer a causa da morte e identificar quem enviou o doce.

Detalhes do Incidente

No sábado (31/05), por volta das 17h, a irmã de Ana Luiza, de 18 anos, recebeu o bolo de pote na residência da família, no bairro Parque Paraíso. O pacote incluía um bilhete com a mensagem: “Um mimo pra garota mais linda que já vi”, e, no verso, a inscrição “Lulu Linda”, acompanhada de um desenho de coração vermelho. Ana Luiza chegou em casa às 18h, consumiu o bolo e, menos de uma hora depois, às 18h50, começou a sentir mal-estar.

O pai, Silvio, levou a jovem a um hospital particular, onde ela foi diagnosticada com intoxicação alimentar. Após receber soro, medicamentos e apresentar melhora, Ana Luiza teve alta. No entanto, no domingo, por volta das 16h, os sintomas pioraram gravemente. Levada novamente ao pronto-socorro, ela chegou sem sinais vitais, após cerca de 20 minutos de parada cardiorrespiratória. O relatório médico indicou cianose, hipotermia, ausência de batimentos cardíacos e respiração. Apesar das tentativas de reanimação cardiopulmonar, Ana Luiza não resistiu. A causa aparente da morte, conforme atestado pelo médico Fernando Fernandez Barrientos, foi intoxicação alimentar, mas exames do Instituto Médico Legal (IML) foram solicitados para confirmação.

Investigação Policial

A Polícia Civil de Itapecerica da Serra registrou o caso como morte suspeita e apreendeu o bolo, a embalagem, um pacote de doces e o bilhete para análise. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as diligências buscam identificar o autor do envio e esclarecer as circunstâncias da morte.

Um amigo da família, Cristiano, registrou o boletim de ocorrência, pois os pais de Ana Luiza estavam emocionalmente abalados. A polícia investiga a procedência do bolo e possíveis alterações no produto após sua compra. A suspeita de envenenamento intencional ganhou força com a confissão, e o IML analisa se a intoxicação foi causada por substâncias tóxicas, como arsênio, ou por contaminação bacteriana.

Posicionamento da Menina Trufa

A Menina Trufa, fabricante do bolo, emitiu uma nota nas redes sociais esclarecendo que não realizou a entrega do produto. Segundo a empresa, uma pessoa desconhecida adquiriu o bolo na loja física, como se fosse para consumo próprio, e o levou para outro local. A entrega foi feita por um motoboy sem vínculo com a marca, a partir de um endereço desconhecido. A loja reforçou seu compromisso com ética, segurança alimentar, e transparência, repudiando associações indevidas com o caso.

Em respeito à família, a Menina Trufa suspendeu as atividades na terça-feira (3/06) e afirmou estar colaborando com as autoridades, fornecendo registros de vendas e imagens de câmeras da loja. A empresária destacou que o bolo saiu da loja em condições seguras, sugerindo que a contaminação pode ter ocorrido após a compra.

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