O comerciante Adeilson Duque Fonseca, suspeito de agredir o sambista amazonense Paulo Onça, continuará preso e deve ser submetido a uma audiência de instrução nesta sexta-feira (30), conforme informou o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Paulo Onça, conhecido por sua trajetória no samba e por parcerias com artistas consagrados, morreu na última segunda-feira (26) após mais de cinco meses internado. Ele foi brutalmente agredido na madrugada de 5 de dezembro de 2024, após um acidente de trânsito na rua Major Gabriel, Zona Sul de Manaus.
Imagens de segurança registraram o momento em que o músico avançou o sinal vermelho, provocando a colisão com o carro conduzido por Adeilson Duque. Logo após o impacto, o suspeito desceu do veículo e iniciou as agressões, que deixaram Paulo em estado grave.
A defesa da vítima, representada pelo advogado Ezequiel Leandro, afirmou que, com a morte do artista, o caso deve ser reclassificado de tentativa de homicídio para homicídio qualificado. “O processo tramitava como tentativa de homicídio qualificado. Agora, com a morte do nosso sambista, essa situação vai mudar”, disse o advogado.
Leandro acrescentou que o Ministério Público deverá apresentar um aditamento à denúncia para alterar a tipificação do crime. Ele também destacou que a prisão preventiva do acusado foi mantida no dia 21 de maio. “O juiz entendeu que ele deve continuar preso por representar perigo à sociedade. Um indivíduo que age dessa forma é uma ameaça”, afirmou.
A audiência está marcada para as 8h30 desta sexta-feira (30), na 1ª Vara do Tribunal do Júri, e contará com a presença dos familiares e da defesa da vítima. “Estaremos lá, buscando por Justiça. Hoje, o nosso sambista não vai mais pisar na avenida. Não porque se aposentou, mas porque foi brutalmente assassinado”, lamentou o advogado.
Foto: Reprodução Imediato