A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) realizou, neste domingo (25), a apreensão de 10 kg de maconha tipo Skunk escondidos em uma caixa térmica com pacotes de açaí, durante uma operação na Base Fluvial Arpão 3, próxima ao município de Coari (363 km de Manaus). A ação, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), causou um prejuízo estimado de R$ 307 mil ao crime organizado. O material ilícito estava na proa da embarcação Rainha Esther, que saiu de Uarini (565 km de Manaus) com destino à capital amazonense.
Detalhes da Operação
Por volta do meio-dia de domingo, policiais da Base Arpão 3 abordaram a embarcação durante uma fiscalização de rotina, parte da operação Protetor das Fronteiras/Fronteira Mais Segura. Durante buscas na proa e entre os passageiros, foi localizada uma caixa de isopor contendo gelo e pacotes de açaí, usada para camuflar 10 tabletes de maconha Skunk. Peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) confirmaram a natureza do entorpecente, que foi encaminhado ao cartório da Base Arpão 3 para procedimentos legais. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas a essa apreensão específica.
Contexto da Base Arpão
A Base Fluvial Arpão, inaugurada em 2020 no rio Solimões entre Coari e Tefé, é uma iniciativa estratégica do Governo do Amazonas para combater o narcotráfico, a pirataria e crimes ambientais. Equipada com lanchas blindadas, cães farejadores e equipes integradas da PMAM, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Ibama, a base já apreendeu toneladas de drogas e causou prejuízos de milhões ao crime organizado. Em março de 2021, por exemplo, a Base Arpão registrou a maior apreensão de sua história, com 3,2 toneladas de entorpecentes avaliadas em R$ 49 milhões.
Táticas do Narcotráfico
O uso de caixas térmicas com açaí para ocultar drogas reflete a criatividade do narcotráfico em explorar produtos regionais para despistar fiscalizações. Em operações anteriores, a PMAM já encontrou entorpecentes escondidos em sacos de farinha, caixas de bolacha e até cilindros de gás, demonstrando a necessidade de abordagens minuciosas e o uso de cães farejadores, como Xerife, Havana e Athena, da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCães).
Impacto no Combate ao Crime
A apreensão de 10 kg de maconha Skunk reforça o papel da Base Arpão 3 no combate ao tráfico de drogas, que utiliza as hidrovias amazônicas como rotas para escoar entorpecentes produzidos em países como Colômbia e Peru. Desde sua criação, a base já causou prejuízos superiores a R$ 100 milhões ao crime organizado, com apreensões de drogas, armas, combustíveis e pescado ilegal.