Manaus perdeu hoje um dos nomes mais marcantes do seu samba. Após meses de luta silenciosa pela vida, o sambista Paulo Onça morreu na tarde desta segunda-feira (26), encerrando uma batalha travada dentro de uma UTI, longe da avenida que tanto amava.
Paulo foi vítima de uma agressão covarde após um acidente de trânsito no cruzamento da Rua Major Gabriel com a Rua Nhamundá, na Praça 14. O agressor, o empresário Adeilson Fonseca, conhecido como “Bacana”, foi preso e responde por tentativa de homicídio qualificado.
Desde aquela madrugada de 5 de outubro, o tamborim de Paulo Onça silenciou. O artista, de 60 anos, passou por uma cirurgia de emergência para tratar um coágulo na cabeça e permaneceu internado no Hospital João Lúcio. Houve momentos de esperança: sua esposa, Simone Andrade, chegou a relatar sinais de recuperação e pequenas interações. Mas, infelizmente, o quadro delicado falou mais alto.
Mais do que um sambista, Paulo era símbolo de resistência cultural, alegria e paixão pela arte popular. Seu nome era sinônimo de avenida, batuque e tradição.
A morte de Paulo Onça representa mais do que a perda de um artista. É mais uma ferida aberta na sociedade manauara, que diariamente convive com a escalada da violência nas ruas. Hoje, quem chora não é só o samba — é Manaus inteira.
Foto: Reprodução Imediato