Justiça libera empresários flagrados com R$ 1,2 Mi em malas no aeroporto de Brasília

Empresários são flagrados com R$ 1,2 milhão em malas no aeroporto de Brasília e, apesar da prisão, são liberados pela Justiça.
Redação Imediato Online
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Na terça-feira (20), a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante três empresários amazonenses — Cesar de Jesus Glória Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho — no Aeroporto Internacional de Brasília, após serem flagrados transportando R$ 1.258.431 em dinheiro vivo, dividido em maços de notas de R$ 200 dentro de três malas. A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina, no mesmo dia do início da Marcha dos Prefeitos, evento que reúne autoridades municipais na capital federal. Os suspeitos, que desembarcaram de um voo vindo de Manaus, foram detidos por suspeita de lavagem de dinheiro, crime que prevê pena de até 10 anos de reclusão.

Decisão Judicial e Medidas Cautelares

Após audiência de custódia na 1ª Vara Criminal de Brasília, a Justiça decidiu pela soltura dos três homens na quarta-feira (21). No entanto, foram impostas medidas cautelares: eles devem permanecer em Brasília, usar tornozeleiras eletrônicas por três meses e estão proibidos de se aproximar do evento da Marcha dos Prefeitos em um raio de 200 metros. A PF havia solicitado a conversão da prisão em flagrante em preventiva, mas o pedido foi negado pelo juiz, que considerou as medidas alternativas suficientes no momento.

Investigações e Suspeitas de Contratos Irregulares

Os empresários alegaram que o dinheiro seria usado para comprar insumos em Goiás para suas empresas, que possuem contratos públicos com prefeituras, incluindo a de Coari (AM), que autorizou recentemente um repasse de R$ 2,5 milhões à empresa de Cesar Albuquerque, a Comercial CJ – Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., registrada em Presidente Figueiredo (AM). Apesar de declararem atividades como venda de alimentos, as empresas também fornecem itens variados, como bolsas, bonés, tecidos e até serviços funerários, o que levantou suspeitas sobre sua legitimidade.

A PF investiga os suspeitos como possíveis “laranjas” em esquemas de contratos irregulares com administrações municipais, com indícios de que as empresas podem ser de fachada. A corporação também apura a possibilidade de o grupo estar em Brasília para realizar pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos, aproveitando a Marcha dos Prefeitos. Inconsistências nas declarações dos detidos, como o endereço de uma das empresas estar registrado em uma parada de ônibus, reforçam as suspeitas de atividades ilícitas. Celulares e aparelhos eletrônicos foram apreendidos, e a PF solicitou a quebra de sigilo para avançar nas investigações.

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