A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nesta terça-feira (13/05), Anderson de Melo de Lima, 30 anos, conhecido como “Jucá”, suspeito de participação no assalto a um ônibus do transporte coletivo da linha 652. O crime ocorreu no dia 6 de dezembro de 2024, em Manaus.
A prisão foi realizada pelo Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc), que também identificou os irmãos Vitorio Henrique da Silva Brasil, 18, e Wagner da Silva Brasil, 20, como cúmplices na ação criminosa. Ambos foram indiciados.
Segundo o delegado Charles Araújo, diretor do Nurrc, os assaltantes utilizaram facas para ameaçar passageiros e roubaram celulares e dinheiro. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança instaladas no veículo.
Durante as investigações, Anderson foi apontado como o responsável por recolher os pertences das vítimas, enquanto os irmãos portavam as armas brancas utilizadas nas ameaças. Ele foi capturado no bairro Nova Cidade, zona norte da capital, e confessou o crime durante depoimento.
Com essa prisão, o Nurrc contabiliza a desarticulação de dez grupos envolvidos em crimes contra o transporte público. O delegado ressaltou a importância das denúncias anônimas feitas pela população e o papel da imprensa na divulgação das investigações.
Redução nos índices de roubo
Ainda de acordo com Charles Araújo, desde a criação do núcleo especializado, a polícia conseguiu zerar os registros de assaltos nas rotas do Polo Industrial nos primeiros quatro meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Já os roubos a ônibus urbanos apresentaram redução de 51%.
Em 2024, entre janeiro e abril, foram registradas 95 ocorrências em rotas do Distrito Industrial. Neste ano, esse número caiu para zero. O trabalho é realizado em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Militar e demais órgãos do sistema de segurança.
Encaminhamentos legais
Anderson de Melo de Lima foi autuado por roubo majorado. Os irmãos Vitorio Henrique e Wagner da Silva Brasil também responderão pelo mesmo crime. Todos permanecem à disposição da Justiça.
Fotos: Divulgação / PC-AM