Todos os oficiais, celebrantes e funcionários envolvidos no próximo conclave para a escolha do novo papa prestaram nesta segunda-feira (5) um juramento de silêncio absoluto sobre o processo. A medida, segundo a Santa Sé, busca garantir a confidencialidade e o rigor do rito mais importante da Igreja Católica.
O juramento, que é prescrito e deve ser assinado, se estende além dos cardeais eleitores e abrange uma ampla gama de colaboradores que atuam nos bastidores do conclave. Estão incluídos médicos, enfermeiros, ascensoristas, funcionários do refeitório, da limpeza, técnicos, responsáveis pelo transporte dos cardeais, além de membros da Guarda Suíça Pontifícia e da equipe de segurança do Vaticano.

A cerimônia foi conduzida pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Sé, após os participantes receberem instruções detalhadas sobre a importância e as implicações do juramento.
O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, declarou que ainda não há informações oficiais sobre o número total de assistentes envolvidos nem sobre os locais onde serão hospedados durante o processo.
O conclave, realizado na Capela Sistina, é conduzido em absoluto sigilo e, por tradição, qualquer vazamento de informação pode resultar em punições severas. O Vaticano reforça que a confidencialidade é fundamental para a legitimidade e a serenidade da escolha do novo pontífice.