Na manhã deste domingo (4), atletas e ciclistas transformaram a Ponta Negra em um ato de resistência silenciosa após o trágico atropelamento de cinco corredores, que resultou na morte cerebral de Emanuel da Costa Fernandes, de apenas 26 anos. Um protesto silencioso após o atropelamento dos cinco corredores na última quinta-feira (1º).
O ato, marcado por lágrimas e resistência, transformou a tradicional faixa liberada — espaço utilizado aos domingos para atividades físicas — em um cenário de mobilização e luto. Os manifestantes exigiram medidas urgentes das autoridades para garantir mais segurança nas vias públicas.
Com faixas, cartazes e mensagens de apelo, os participantes prestaram homenagens às vítimas e reforçaram a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção de quem utiliza as ruas para atividades esportivas ou deslocamento diário. Um dos cartazes mais compartilhados no local dizia: “Corredores não são obstáculos, são vidas”.

O motorista que causou o acidente estaria sob efeito de álcool no momento do atropelamento, conforme relatos preliminares, o que aumentou a revolta dos manifestantes. Muitos denunciaram o descaso histórico com a segurança de pedestres, corredores e ciclistas em Manaus.
“Estamos cansados de alertar sobre os perigos no trânsito. Precisamos de ações concretas, não apenas promessas”, afirmou um dos participantes.
“O motorista responsável pelo acidente estava bêbado no momento da colisão. A revolta é grande, mas o silêncio também fala, disse outro participante.
Os organizadores do ato esperam que a mobilização sirva como um marco para mudanças efetivas na política de mobilidade urbana e prevenção de acidentes. “Não vamos nos calar diante da perda de mais uma vida. A cidade precisa proteger quem escolhe viver de forma ativa”, concluiu um dos corredores presentes.
NOTA DE REPÚDIO
Neste domingo (4), corredores, ciclistas e cidadãos de Manaus se uniram em um protesto silencioso na Ponta Negra para expressar sua dor, indignação e cobrança por justiça após o atropelamento de cinco atletas na última quinta-feira (1º), que resultou na morte cerebral de Emanuel da Costa Fernandes, 26 anos.
O ato foi marcado por homenagens e apelos por mudanças urgentes na forma como o trânsito é fiscalizado e como os usuários vulneráveis das vias públicas são tratados.
Repudiamos veementemente o descaso com a segurança de pedestres, corredores e ciclistas, e exigimos providências imediatas por parte das autoridades competentes. O responsável pelo atropelamento estaria sob efeito de álcool, o que torna a tragédia ainda mais inaceitável.
Este protesto não é apenas um lamento. É um clamor por vidas preservadas, por políticas públicas eficazes e pelo respeito àqueles que escolhem ocupar as ruas de forma ativa, saudável e consciente.