“Eu tô pedindo socorro porque é muito doloroso ver meu filho com fome”, desabafa mãe solo no bairro São José

Mãe solo enfrenta dificuldades financeiras e luta para manter os filhos após ser abandonada pelo pai da criança.
Redação Imediato Online
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Em meio à dura rotina enfrentada por milhares de mães solo no Brasil, a história de Adriana, moradora do bairro São José, zona leste de Manaus, escancara a dor silenciosa de quem luta todos os dias para garantir o básico para seus filhos. Com um bebê de apenas quatro meses no colo e mais duas crianças sob seus cuidados, ela clama por ajuda após ser abandonada pelo pai da criança durante a gravidez.

Adriana procurou a equipe do site Imediato para contar sua história e pedir socorro. Desempregada e com a saúde fragilizada, ela relata a dificuldade de manter os filhos sozinha. “Eu tô sofrendo com essa criança, sofrendo humilhação desde a gravidez. Ele me abandonou com dois meses. Hoje, estou aqui, com a cara limpa, pedindo ajuda. É muito doloroso ver meu filho chorando de fome”, contou, entre lágrimas.

Segundo ela, o pai do bebê, que trabalha como gari, contribui de forma insuficiente e ainda responde com desprezo aos seus pedidos de ajuda. “Ele pensa que a criança come só uma vez por mês. Eu mando mensagem pedindo leite e ele manda áudios debochando”, lamenta.

Além da dificuldade financeira, Adriana revelou que sua filha mais velha foi recentemente diagnosticada com autismo, o que torna ainda mais desafiadora a rotina da família. “Tenho o pai das outras crianças que me ajuda como pode, mas não é o suficiente. As coisas do bebê são caras, e o que eu ganho vendendo semi-joias e lençóis não dá para tudo.”

Hoje, ela pede ajuda principalmente de um advogado, pois não consegue dar andamento ao processo judicial pela Defensoria Pública, devido à demora. “Eu preciso de um advogado que me ajude a garantir os direitos do meu filho. Eu não quero abandoná-lo. Eu quero cuidar, eu quero criar, porque ele saiu de mim, do meu ventre.”

Com coragem e dor, Adriana mostrou a realidade de muitas mães invisíveis da cidade. Seu pedido de socorro é mais do que um apelo – é um grito por dignidade.

Quem quiser ajudar Adriana com doações ou apoio jurídico pode entrar em contato diretamente com ela pelo número e chave Pix: (92) 99168-1097.

Foto: Gilberto Júnior

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