Prefeitura de Manaus virou alvo de duras críticas após a nomeação de Flávia Ketlen Matos da Silva para um cargo comissionado, mesmo após ela ter sido investigada na Operação Dracma, da Polícia Civil do Amazonas, que apurou um esquema milionário de rifas clandestinas.

A nomeação, assinada pelo prefeito David Almeida (Avante) e publicada no Diário Oficial do Município em 11 de março de 2025, gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas questionam como alguém envolvida em investigações por lavagem de dinheiro e receptação — embora absolvida do primeiro crime — volta a ocupar um cargo público com salário de quase R$ 7,5 mil mensais.
Oficialmente, Flávia ocupa o cargo de gerente de projetos da Casa Civil. No entanto, denúncias indicam que ela estaria atuando como administradora do Parque dos Gigantes da Floresta, no bairro Novo Aleixo, zona norte da capital — uma função que não consta em seu ato de nomeação.

Flávia é cunhada do influenciador João Lucas da Silva Alves, o “Lucas Picolé”, preso em 2023 e ainda respondendo por tráfico de drogas, posse de munição restrita e adulteração de veículo. Ambos foram alvos da mesma operação policial, que expôs uma rede de apostas ilegais movimentando grandes quantias em dinheiro.
A nomeação reacende o debate sobre os critérios adotados pela gestão municipal para cargos públicos. Nas redes, manauaras afirmam que a “ficha corrida” parece contar mais que o currículo. Em seu perfil pessoal, Flávia se descreve como bacharel em Ciências Teológicas e estudante de Direito.
A indignação popular aponta para o que muitos consideram uma afronta aos princípios da moralidade e impessoalidade previstos na Constituição. Até o momento, a Prefeitura de Manaus não se pronunciou sobre o caso.
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