MANAUS (AM) – O Vaticano confirmou, nesta segunda-feira (21), a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), seguido por insuficiência cardíaca irreversível. O atestado de óbito foi assinado pelo médico Andrea Arcangeli e divulgado horas após o falecimento do pontífice.
Segundo o documento médico, Francisco entrou em coma antes de morrer, no início da manhã. O líder da Igreja Católica enfrentava uma série de complicações de saúde, incluindo insuficiência respiratória aguda, decorrente de pneumonia bilateral, múltiplas bronquiectasias, hipertensão e diabetes tipo 2.
O quadro clínico se agravou após sua internação em 14 de fevereiro, a quarta e mais longa desde sua eleição em 2013. Durante o período, ele sofreu crises respiratórias, uma crise asmática prolongada e precisou de transfusão sanguínea devido à trombocitopenia associada à anemia. Em março, o Papa enfrentou episódios de insuficiência respiratória aguda por acúmulo de líquido nos pulmões e broncoespasmos.
Francisco já tinha histórico de problemas pulmonares desde jovem. Aos 21 anos, quase morreu de pleurisia e precisou retirar o lobo superior do pulmão direito.
O argentino Jorge Mario Bergoglio assumiu o papado em 13 de março de 2013, tornando-se o primeiro pontífice latino-americano da história. Desde o início de seu pontificado, rompeu protocolos tradicionais e buscou aproximar a Igreja do povo, se autodefinindo como “bispo de Roma”, em vez de um monarca clerical.
A morte foi anunciada pelo cardeal Kevin Farrell, em vídeo divulgado pelo Vaticano. “Às 7h35 desta manhã (2h35 de Brasília), o bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai”, declarou. No domingo (20), o Papa ainda participou de seu último evento público, ao aparecer na varanda da Basílica de São Pedro para a bênção de Páscoa.
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