Com uma trajetória marcada pelo serviço à Igreja e pelo olhar voltado às periferias e à Amazônia, o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, surge como um dos nomes mais cotados para suceder o Papa Francisco, que faleceu às 1h35 desta segunda-feira (21/4), no horário do Amazonas. Aos 73 anos, Steiner integra o seleto Colégio Cardinalício, responsável pela escolha do novo pontífice, em uma eleição que será realizada no Vaticano, durante o Conclave.
Natural de Forquilhinha (SC), na diocese de Criciúma, Dom Leonardo foi o primeiro cardeal da Amazônia brasileira, nomeado pelo próprio Papa Francisco em maio de 2022 e oficialmente criado cardeal em agosto do mesmo ano. Sua nomeação histórica foi recebida como um reconhecimento do papel vital da região amazônica na missão da Igreja Católica. “É uma alegria ter um cardeal na Amazônia, que não ficou esquecida pelo Papa”, declarou, à época.
Dom Leonardo assumiu a Arquidiocese de Manaus em janeiro de 2020, sucedendo Dom Sergio Castriani. Antes disso, atuava como bispo auxiliar de Brasília, indicado pelo Papa Bento XVI, e ocupou por dois mandatos o cargo de secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Sua formação é sólida e profundamente ligada à tradição franciscana. Fez sua profissão religiosa na Ordem dos Frades Menores em 2 de agosto de 1976 e foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1978. Estudou Filosofia e Teologia nos Franciscanos de Petrópolis, é bacharel em Filosofia e Pedagogia pela Faculdade Salesiana de Lorena (SP) e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.