Após morte de papa Francisco, Igreja Católica prepara eleição do novo pontífice

Eleição do novo papa será convocada após morte de Francisco, líder católico por mais de 10 anos.
Redação Imediato Online
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O papa Francisco morreu nesta segunda-feira (21), às 6h42, no horário de Roma (1h42 em Brasília), aos 88 anos de idade. A informação foi confirmada pelo Vaticano por meio de comunicado oficial. O pontífice faleceu em sua residência, no Estado da Cidade do Vaticano, após dias de agravamento do quadro clínico. Ele estava internado desde o início do mês e recebeu cuidados médicos contínuos até os momentos finais.

Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, na Argentina, foi o primeiro latino-americano e o primeiro jesuíta a liderar a Igreja Católica. Ele foi eleito em 13 de março de 2013, após a histórica renúncia de Bento XVI, e tornou-se o 266º sucessor de São Pedro. Ao longo de mais de uma década de pontificado, destacou-se por seu posicionamento em defesa dos pobres, do meio ambiente e de uma Igreja mais aberta ao diálogo social e inter-religioso.

Com a morte do papa, a Igreja Católica entra no período chamado Sede Vacante, em que o trono de Pedro permanece vago até a eleição do novo pontífice. Durante esse período, a administração do Vaticano passa a ser exercida pelo camerlengo, atualmente o cardeal Kevin Farrell. Ele é o responsável por coordenar os preparativos do funeral, velório e pela convocação do conclave — o encontro dos cardeais para a escolha do sucessor.

O conclave será realizado na Capela Sistina, no Vaticano, entre 15 e 20 dias após o falecimento. Participam do processo os cardeais com menos de 80 anos. Em 2025, são 124 cardeais aptos a votar. As sessões são realizadas em sigilo absoluto, com votações diárias até que um dos candidatos alcance ao menos dois terços dos votos. Após a eleição, uma fumaça branca é liberada da chaminé da Capela Sistina, sinalizando ao mundo que um novo papa foi escolhido.

Entre os nomes mais cotados para suceder Francisco estão o cardeal Matteo Zuppi, da Itália, conhecido por sua atuação em temas sociais e diplomacia; o cardeal Peter Turkson, de Gana, com perfil voltado a causas humanitárias; o filipino Luis Antonio Tagle, considerado próximo de Francisco e com influência na Ásia; o cardeal húngaro Péter Erdő, de perfil mais conservador; e o austríaco Christoph Schönborn, respeitado teólogo e figura recorrente em especulações de conclaves.

O corpo de Francisco será velado na Basílica de São Pedro, com cerimônia aberta ao público. O funeral deverá contar com a presença de autoridades religiosas, chefes de Estado e milhares de fiéis de todas as partes do mundo.

E os brasileiros?

A eleição de Francisco marcou a forte influência da América Latina na Igreja, tornando-o o primeiro papa latino-americano. Embora o cenário atual seja menos favorável para brasileiros, alguns nomes são citados como possíveis candidatos.

Com a recente nomeação de novos cardeais, incluindo dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, o Brasil conta com sete eleitores no conclave. Além de Spengler, dom Leonardo Steiner e dom Paulo Cezar Costa têm direito a voto e podem estar entre as opções para o papado.

Eles podem ter alguma vantagem porque Francisco moldou o Colégio de Cardeais ao longo de seu pontificado, nomeando cerca de 80% dos eleitores que participarão do conclave. É um fator que pode influenciar a escolha do próximo papa.

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