A greve dos rodoviários continua em Manaus e deve se intensificar ao longo desta quarta-feira (16). De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a circulação de ônibus será ainda mais limitada: apenas 50% da frota irá operar nos horários de pico, enquanto nos demais períodos do dia o número deve cair para 30%.
A paralisação, iniciada na madrugada de terça-feira (15), é resultado do impasse entre os trabalhadores e os representantes do sistema de transporte. Os rodoviários reivindicam um reajuste de 12% na data-base da categoria, marcada para maio, além da manutenção dos cobradores nos coletivos. Outro ponto de pauta é o pagamento de um adicional de R$ 1.200 para motoristas que também acumulam a função de cobrador.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, a greve só será encerrada quando houver avanço nas negociações. Ele reforçou o posicionamento da categoria em entrevista concedida na sede do sindicato, na zona sul da cidade.
Na terça-feira à tarde, o Sinetram participou de uma reunião na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), onde foram discutidos temas estratégicos para o setor, incluindo o plano gradual de retirada da função de cobrador, compromisso assumido pela Prefeitura de Manaus junto ao Ministério Público do Estado.
A capital amazonense conta com cerca de 1.116 ônibus distribuídos entre sete empresas que operam o sistema de transporte público. Com a frota reduzida pela metade nos horários de pico, menos de 600 veículos estarão disponíveis para atender uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes.
O impacto já foi sentido nos terminais e pontos de ônibus com superlotação, atrasos e longas esperas por parte de milhares de passageiros.