A paralisação dos rodoviários de Manaus está marcada para começar nesta quarta-feira (16), com adesão parcial autorizada pela Justiça. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, a greve ainda não começou oficialmente, mas os trabalhadores estão em “aquecimento”, à espera de uma resposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (SINETRAN) e da Prefeitura de Manaus.
“Nem o SINETRAN nem a Prefeitura deram qualquer sinal para os trabalhadores. Por isso, a greve vai acontecer a partir de amanhã. Hoje o pessoal está de folga, descansando para voltar com força total”, afirmou o presidente.
A categoria reivindica 12% de reajuste nos salários, na cesta básica e nos vales. Também está na pauta o pagamento de R$ 1.200 de gratificação para os motoristas que exercem dupla função (motorista e cobrador), além da permanência dos cobradores nas linhas de ônibus.
Segundo o presidente do sindicato, houve uma proposta apresentada pela Prefeitura, por meio do secretário Arnaldo, de retirar 33% dos cobradores ainda este ano — proposta rejeitada pelos rodoviários. Além disso, a contraproposta salarial do município foi de 5%, também recusada.
“A greve vai continuar até que haja uma solução positiva para os trabalhadores. Nossa luta é legal, é livre, e vai crescer. Não temos prazo para terminar. Estamos só começando”, declarou o sindicalista.
A Justiça autorizou que 50% da frota de ônibus continue operando durante a paralisação, garantindo que parte do transporte público permaneça funcionando. Ainda assim, a expectativa do sindicato é de que a mobilização desta quarta-feira seja maior do que as ações realizadas até agora.
Sobre os cobradores já desligados de empresas como a Via Verde, o sindicato afirma que não há qualquer acordo que permita a circulação de ônibus sem esses profissionais. “Esses companheiros pegaram a conta. Infelizmente. A nossa luta é para que a empresa os reintegre, porque o sindicato não concordou com isso”, disse o presidente.
Questionado sobre os impactos da paralisação na população, o líder sindical foi direto: “Eu não sou vereador, não sou prefeito. Cabe a eles defender a população. Eu defendo os trabalhadores, os rodoviários”.
Foto: Brenda Souza