A União Europeia (UE) anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, em resposta direta às taxas de importação de até 25% aplicadas pelo governo norte-americano sobre produtos europeus como aço, alumínio e veículos.
A medida foi aprovada pelos 27 países do bloco e entrará em vigor no próximo dia 15 de abril. Segundo a Comissão Europeia, o pacote é uma resposta imediata às tarifas que o governo de Donald Trump aplicou recentemente — classificadas como “injustificadas e prejudiciais” para ambas as economias e para o comércio global.
Embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados, um documento obtido pela agência Reuters aponta que as tarifas europeias atingirão uma ampla gama de produtos dos EUA, incluindo milho, trigo, cevada, arroz, motocicletas, aves, frutas, madeira, roupas e até fio dental. As importações afetadas totalizaram cerca de 21 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) em 2024.
A Comissão Europeia destacou que as medidas são reversíveis: as tarifas poderão ser suspensas a qualquer momento, desde que Washington aceite negociar uma solução “justa e equilibrada”. Por ora, as sanções se limitam à retaliação pelas tarifas sobre aço e alumínio, mas o bloco ainda avalia respostas adicionais diante de novas taxas impostas a automóveis e outros setores.
Impacto nos mercados
O anúncio provocou turbulência nos mercados financeiros da Europa, que já vinham reagindo negativamente à escalada protecionista. O índice Euro Stoxx 50 — que reúne as principais ações da zona do euro — encerrou o pregão com queda de 3,31%. Outros índices também recuaram:
- 🇩🇪 DAX (Alemanha): -2,96%
- 🇫🇷 CAC 40 (França): -3,34%
- 🇬🇧 FTSE 100 (Reino Unido): -2,92%
- 🇮🇹 Itália 40 (Itália): -2,91%
- 🇪🇸 IBEX 35 (Espanha): -2,01%
- 🇳🇱 AEX (Holanda): -3,33%
- 🇨🇭 SMI (Suíça): -4,64%
A tensão comercial também foi intensificada pela China, que ampliou para 84% as tarifas sobre produtos norte-americanos, gerando uma reação em cadeia nos mercados internacionais.
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