Um caso de violência doméstica chocou Manaus desde a tarde de ontem (7) e continua repercutindo intensamente. Kaline Caymmi, de 30 anos, promotora de eventos, foi brutalmente agredida por seu companheiro, Diego Damasceno, conhecido como “Dieguinho Damasceno”, cantor de um circo em Manacapuru. O crime ocorreu na noite de domingo (6), deixando marcas físicas e emocionais na vítima. Hoje, Diego está foragido, e a polícia pede ajuda da população para localizá-lo.

Kaline, que está sob os cuidados da advogada Adriane Magalhães, relata o pesadelo que viveu. Em entrevista exclusiva ao Imediato Online, ela abriu o coração sobre o ocorrido:
“Foi no domingo à tarde. Saímos do Divino e Zé Ruriga, uma festa. No trajeto pra casa, começaram as discussões. Ele disse que eu queria me mostrar, dançando na frente de macho, que eu gostava de mídia. Eu me defendi, mas ele me deu o primeiro empurrão na cabeça. Quando pedi ajuda, ele fechou a porta do carro, subiu o vidro e começou a me bater — tudo com o carro em movimento. Foram socos na cabeça, na costela. Ele é grande, forte, e eu não conseguia me defender.”

A vítima detalha que as agressões continuaram até chegarem ao apartamento que dividiam. “Quando chegamos, ele viu o sangue e disse: ‘Por favor, eu quero te ajudar’. Mas depois falou que não queria mais a vida dele e saiu. Eu estava muito mal, sangrando, minha cabeça rodando. Perdi três dentes. Ele batia com a mão direita enquanto dirigia com a esquerda. Eu desci do apartamento, mas não sabia o que fazer.”
Kaline, que trabalha com imagem e eventos, lamenta ter chegado a esse ponto: “Não sei como deixei isso acontecer de novo. Não consigo dormir, minha cabeça fica trabalhando. Eu deito, mas não descanso. Só quero que isso acabe.” Ela revela que essa foi a terceira agressão sofrida por Diego, sendo esta a mais grave. “Na segunda vez, ele já tinha arrancado um dente meu. Eu acreditei que ele mudaria, mas não mudou.”
A advogada Adriane Magalhães, que acompanha o caso e acolheu Kaline em sua casa, reforça a gravidade da situação e o medo da vítima:
“Ontem, na delegacia, fizemos o boletim de ocorrência, o exame de corpo de delito, pedimos medida protetiva e a prisão de Diego Damasceno. Mas até agora o pedido não foi despachado. Kaline está com muito medo de voltar pra casa, porque ele tem a chave do apartamento. Não sabemos o que ele é capaz de fazer agora, com essa repercussão. Ela perdeu três dentes, levou mais de seis socos — na costela, no braço, na boca. O braço está roxo, o punho machucado. Ele é um homem grande, forte, e ela é pequena. Foi brutal.”
Doutora Adriane também destaca o histórico de violência de Diego: “Ele já tinha agredido uma ex-companheira, que denunciou na delegacia, e tem um mandado de prisão em aberto por não pagar pensão alimentícia. É um agressor reincidente. Depois de bater, ele mandou um áudio pra Kaline pedindo perdão, dizendo ‘eu te amo’, mas culpando ela, dizendo que ela precisava mudar. Isso é típico de um sociopata: agride e depois manipula.”
A advogada, que se define como ativista pelos direitos das mulheres, faz um apelo emocionado: “Eu trouxe Kaline pra minha casa porque ela não tem pra onde ir. Estamos aguardando a medida protetiva e a prisão dele. Ela vai recomeçar a vida, porque essas agressões foram sérias — ela reviveu. Às mulheres que passam por isso, digo: não julguem, ajudem. Peguem na mão, levem pra casa, paguem o Uber, denunciem junto. Quando nos unimos, somos imbatíveis. Exponham, gravem, tirem fotos, guardem provas. Eu passei por algo assim anos atrás e prometi que nenhuma mulher perto de mim viveria isso sozinha. Me procurem no Instagram (@AdrianeMagalhaesADV). Se precisar de apoio, estou aqui.”
A brutalidade do caso mobilizou a internet. Após a viralização, dentistas e clínicas ofereceram ajuda para custear o tratamento de Kaline, que precisará reconstruir os dentes perdidos. A polícia segue investigando, e Diego Damasceno é considerado foragido. Ele é descrito como um homem alto e forte, com histórico de violência e inadimplência como pai.
“Ele é um covarde, valente só contra mulher,” desabafa Kaline. “Quero justiça pra seguir em paz.” A advogada complementa: “Esse homem não pode viver em sociedade como se nada tivesse acontecido. Ele já tem um mandado por pensão, agora precisa responder por isso.”
A população pode ajudar. Se souber do paradeiro de Diego Damasceno, entre em contato com a Polícia Militar (190) ou a Polícia Civil (181). Sua imagem está sendo divulgada para que casos como o de Kaline não se repitam. “Não podemos deixar isso virar estatística,” alerta a reportagem. A matéria completa está disponível no Imediato Online.
Fotos: Reprodução