Moradores do Mauazinho cobram providências após casas desabarem por erosão: “Já perdi tudo”

Moradores denunciam abandono e incerteza após casas desabarem por erosão em Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Moradores do Beco Fábio Lucena, no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus, vivem momentos de desespero e revolta após o desabamento de diversas casas causado por erosão. Mesmo com o auxílio aluguel garantido por parte da Prefeitura, os relatos apontam para abandono, falta de assistência direta e incerteza quanto ao futuro das famílias afetadas.

Durante a cobertura ao vivo do site Imediato, nossa equipe conversou com diversos moradores da área, que contestaram as informações dadas pelo secretário executivo da Defesa Civil, Coronel Lima Júnior. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário afirmou que as casas estavam desocupadas e a área havia sido isolada. No entanto, moradores afirmam que seguem vivendo em locais de risco e que a única ajuda até agora foi o auxílio de R$ 600, insuficiente para cobrir aluguel.

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“Minha casa eu já perdi, eu não tenho mais nada. Estou há dez meses com o auxílio aluguel e até agora nenhuma resposta”, desabafou uma moradora, afirmando que há crianças e idosos convivendo diariamente com o medo de novos desabamentos.

Outro morador, Jonatas, de 73 anos, relatou a dor de ver o trabalho de uma vida ruir: “Trabalhei 20 anos para construir essa casa com meus filhos. Agora, a Justiça vem e manda sair porque está em área de risco. Por que não vieram quando o buraco ainda era pequeno?”.

A indignação também se volta contra representantes eleitos. “Na hora do voto, aparece todo mundo. Agora, ninguém vem aqui. Nem o vereador que teve quase dois mil votos aqui no bairro”, afirmou Caio, morador que acompanha a situação desde o início.

https://www.instagram.com/p/DIEyW6Boov9/

Segundo ele, o problema já havia sido identificado há meses, e a prefeitura não tomou providências para evitar a tragédia. “A Defesa Civil está ciente de que tudo está oco. Eles dizem que está sob controle, mas a realidade é que a cada chuva, o risco aumenta.”

Os moradores pedem a presença urgente do prefeito, do secretário da Defesa Civil, da Secretaria de Habitação e de vereadores, além da indenização das famílias que perderam tudo. “Não queremos esmola, queremos moradia digna. Construímos tudo com muito esforço. Hoje estamos vivendo de favor, sem saber o que vai ser do amanhã”, completou uma das moradoras.

O site Imediato vai continuar acompanhando a situação dos moradores do Mauazinho, trazendo atualizações e cobrando respostas das autoridades competentes.

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